Os Correios lançaram uma seleção interna para compor um cadastro reserva de superintendentes estaduais, medida inédita que busca limitar as indicações políticas nos cargos de liderança.
O processo ocorre em meio à implementação do plano de recuperação da estatal, que obteve um empréstimo de R$ 12 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional para superar sua maior crise financeira.
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De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), a seleção já atraiu 2.245 inscrições, abrangendo funcionários de diferentes áreas, desde carteiros até administradores.
O prazo de inscrição vai até sexta-feira, 30, e todos os candidatos passarão por avaliação para integrar o banco de elegíveis, que servirá como referência nas futuras nomeações para as superintendências estaduais.
Medidas para enfrentar a crise financeira
Além da seleção de gestores, os Correios adotam medidas drásticas para equilibrar as contas, como o fechamento de até mil agências, a venda de imóveis e a previsão de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para 15 mil colaboradores até 2027.
Essas ações fazem parte do esforço para reverter o quadro financeiro preocupante.
Levantamento realizado em 2025 apontou um déficit estrutural anual superior a R$ 4 bilhões, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e um prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro.
Caso nenhuma medida fosse adotada, a projeção era de que o déficit atingisse até R$ 23 bilhões em 2026.
STF atende Correios e barra vale-peru
O STF tomou a decisão depois de a estatal recorrer de uma determinação anterior do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
No recurso, a empresa argumentou que o benefício natalino geraria um impacto financeiro incompatível com sua atual situação econômica.
Ao analisar o pedido, os ministros concederam liminar favorável aos Correios.
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A direção da estatal afirmou ainda que o conjunto de benefícios aprovado pelo TST ampliaria o déficit da empresa.
Entre as medidas estão auxílios extras, vantagens rescisórias e ajustes no plano de saúde, que, segundo a empresa, comprometeriam a continuidade do processo de reestruturação. Diante disso, pediu a suspensão imediata dos benefícios.
Os sindicatos reagiram à decisão e sustentaram que negociações prolongadas resultaram no vale-peru e nas demais cláusulas. Para a categoria, a suspensão representa uma perda econômica concreta.


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