publicidade
Política

CPMI do INSS: governo Lula articula para barrar oposição na relatoria

Aliados do presidente da República intensificam negociações para evitar que parlamentar opositor assuma o cargo na investigação

Projeto Voto Anistia Fachada do Congresso Nacional, que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em Brasília (DF)
Fachada do Congresso Nacional, que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em Brasília (DF) | Foto: Divulgação/ Senado Federal

Com a proximidade da instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a apurar irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), integrantes do governo Lula buscam impedir que um deputado ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro assuma a relatoria.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O movimento ocorre depois de Omar Aziz (PSD-AM), aliado do Planalto, ter sido confirmado para a presidência do colegiado. Isso amplia a disputa pelo comando das investigações.

A escolha do relator, que ficará a cargo da Câmara dos Deputados, tornou-se alvo de articulação política. Parlamentares governistas querem que um nome do centrão seja indicado, para afastar a possibilidade de um oposicionista ficar responsável pelo relatório final.

Segundo aliados de Luiz Inácio Lula da Silva, o fato de o comando da comissão não estar com o PT justifica a busca por equilíbrio no cargo de relator.

Disputa política marca instalação da CPMI

O senador Omar Aziz (PSD-AM) | Foto: Rodrigo Viana/Senado Federal

As tratativas entre as bancadas devem se estender pelos próximos dias, enquanto o governo tenta consolidar sua influência sobre os rumos da investigação. A preocupação do Planalto com o controle da comissão aumentou depois de pesquisas recentes indicarem queda na aprovação de Lula.

Leia mais: “Onde os idosos não têm vez”, artigo de Tiago Pavinatto publicado na Edição 267 da Revista Oeste

À CNN, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o partido não terá a relatoria da CPMI. Contudo, contará com seis vagas no colegiado. Assim, a tendência é que o relator indicado seja mesmo um nome do centro.

O governo aposta em medidas como o ressarcimento de aposentados e pensionistas prejudicados por descontos irregulares no INSS para recuperar apoio popular. Entretanto, perder espaço na CPMI pode comprometer a estratégia de reverter a atual tendência de queda de popularidade do presidente.

Leia também: “Engrenagem da corrupção”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 267 da Revista Oeste

Desde maio, o Planalto prepara parlamentares aliados para enfrentar a oposição na comissão. Apesar de tentativas anteriores de convencer Davi Alcolumbre (União-AP) a impedir a instalação do colegiado, o governo reconheceu a inevitabilidade da CPMI e passou a montar uma ofensiva para limitar o avanço de opositores nas funções centrais da investigação.

2 comentários
  1. Franklin Soares
    Franklin Soares

    CPMI virou sinônimo de Circo e punições brandas e quando há punição

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.