Debate sobre o voto ‘impresso’ foi politizado, critica Filipe Barros

Declaração do deputado foi proferida durante entrevista concedida ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan
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Filipe Barros participou de <i>Os Pingos nos Is</i>, da rádio Jovem Pan
Filipe Barros participou de Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), relator da proposta de emenda constitucional (PEC) do voto “impresso” na Câmara dos Deputados, concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta sexta-feira, 16. Durante a conversa, o parlamentar falou sobre o adiamento da análise do relatório da proposta.

Debate politizado

Segundo Barros, o debate acerca do voto “impresso” não foi conduzido de maneira adequada. “A segurança nas urnas digitais é um assunto científico, mas infelizmente foi partidarizado e politizado”, criticou. “Se observarmos as votações desse tema, perceberemos que a Câmara já o aprovou em três ocasiões. É uma matéria sem viés ideológico.”

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Mudança de postura de alguns parlamentares

O deputado afirma que os partidos atualmente contrários ao voto “impresso” já foram favoráveis à medida. “O que fez alguns parlamentares mudarem de postura foi a reunião que o Tribunal Superior Eleitoral promoveu com dirigentes partidários”, disse. “O objetivo era convencê-los a não aceitar a implantação do voto ‘impresso’.”

Oposição quer encerrar o debate

De acordo com Barros, os deputados contrários à proposta estão trabalhando para evitar os debates. “Não faz sentido algum a tentativa de encerrar as discussões de maneira abrupta”, lamentou. “Eles sabem que, com a atual configuração da Comissão Especial, teriam votos para rejeitar e enterrar a PEC de uma vez por todas.”

Reação exagerada

O parlamentar diz estar espantado com a reação de alguns partidos em relação ao tema. “Essa reação toda me causa estranheza e preocupação”, afirmou. “Não é normal uma reação tão forte e intensa sobre algo que é tão simples. Há consenso científico no mundo inteiro sobre a questão do ‘voto impresso’.”

Leia também: “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 69 da Revista Oeste

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7 comentários Ver comentários

  1. Proposta ALTERNATIVA ao Voto Impresso garante, sem necessidade de aprovação de PEC, 95% de confiança ao resultado das eleições, com 1% de margem de erro e com custos mínimos, se forem adotados os procedimentos sugeridos nesse vídeo do Canal OBTJ -> https://youtu.be/ebVV0EldkOY. Nada mais é que um teste de integridade em tempo real a ser realizado no dia das eleições em apenas 2% das urnas. Essa ideia resolve toda a polêmica, lembrando que o próprio voto impresso pode ser fraudado.

  2. Boa parte de donos de partidos estão nas mãos do stf e tse. Então, é fazer o que o chefe manda. Foram lá e trocaram quase todos os líderes na ccj conforme o barroso quer.
    De quebra um fundão de quase 6 bi, fora outras verbas de bilhões .2022 é trocar 27 senadores, 27 desgovernadores, 500 deputados federais e 1054 estaduais. O stf vai continuar mandando em tudo se não trocarmos os senadores,e, colocarmos pessoas novas compromissadas em fazer reforma judiciária, chega de juiz ficar mais que 4 anos no stf.

  3. Caro Barros, ou vocês afinam o discurso e explicam de forma IGUAL como vai funcionar essas urnas ou a população não entende direito e a imprensa é o STF vão fazer questão de atrapalhar mais a ideia do cidadão. Cada um fala uma m…. diferente. Já ouvi até o senhor mesmo se enrolar nas próprias explicações. Eu torço para que o voto auditavel impresso SEM manuseio seja implantado. Mas do jeito que vocês explicam até o Barroso se diverte. Não foi o Barroso que ferrou tudo. Foram vocês mesmos. Cada um quer ser mais “inteligente” que o outro e fazem m….. Muita vaidade. Alinhem o discurso até dia 1 de agosto. Foi Deus que nos deu mais essa chance. Não desperdicem senão teremos o ex-presidiario e mais um bando de governadores, senadores e deputados já pré arrumados pelo Datafolha e Globo para tomarem posse. Não desperdicem a oportunidade. Será única.

  4. Pobre deputado de primeiro mandato. Me fale, nobre deputado, o que não se politiza neste bananal? Politizam até remédios e vacinas e agora fica aí lamentando que deputados com mais tempo de casa já foram favoráveis à urna auditável… ainda está estranhando isso, deputado?
    Não sou paranaense para recompensa-lo com mais um novo mandato como prêmio pelo seu esforço mas os paranaenses reconhecerão isso, fique tranquilo.

  5. Tá na cara o jogo do sistema ! Só não vê quem não quer. Vc pode até votar no seu candidato, mas quem vai ser senador, governador, deputado e presidente será aquele que ele quer.

    1. Eu não entendo esse interesse tão grande em menosprezar e até ridicularizar a urna eletrônica. Se desde sua implantação ela favoreceu em vários sentidos: agilidade, segurança, sigilo do voto; e agora uma turma de político que já foi eleito, po “ela”, tantas vezes começa a fazer essa agitação toda. Se ela fosse fraudulenta eles não teriam sido eleitos em todos esses mandatos, pelos meios lícitos.

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