A defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou que só tomou conhecimento da saída do parlamentar do Brasil nesta semana, depois de ele já estar nos Estados Unidos. A informação é do portal Uol.
A declaração ocorreu em meio à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão preventiva de Ramagem, condenado por suposta tentativa de golpe de Estado.
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Ramagem foi localizado em um condomínio de luxo em Miami, segundo reportagem divulgada pelo site PlatôBR, o que levantou suspeitas de uma suposta fuga.
Fontes ligadas à investigação afirmam que o deputado deixou o Brasil clandestinamente, sem informar o STF e sem autorização oficial — o que descumpre diretamente as medidas cautelares impostas aos réus do chamado núcleo 1, descrito pelo Supremo como centro operacional da suposta tentativa de ruptura institucional.
Defesa nega saber de saída de Ramagem do país
Em nota, o advogado Paulo Cintra disse que a equipe jurídica não tinha conhecimento da viagem: “Como a decisão do deputado de se ausentar do país só foi comunicada à defesa técnica nesta semana, seu advogado não se manifestará, por ora, sobre o fato e seus desdobramentos”.
Documentos oficiais mostram que Ramagem não poderia deixar o território nacional sob nenhuma circunstância. O acórdão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados é explícito ao determinar a retenção de passaportes e a proibição absoluta de deslocamentos ao exterior.
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Ainda assim, o sistema da Câmara dos Deputados registra o parlamentar “em exercício”. A Casa informou que não autorizou qualquer missão internacional, e que Ramagem apresentou sucessivos atestados médicos — de 9 de setembro a 8 de outubro e, depois, de 13 de outubro a 12 de dezembro.
As informações levantadas mostram que a saída do deputado pode ter ocorrido ainda em setembro. Investigações da Polícia Federal (PF) analisam a possibilidade de que ele tenha embarcado de avião para Boa Vista (RR) e, de lá, seguido por terra em direção à fronteira, em rota que pode ter incluído Venezuela ou Guiana, utilizando um carro alugado na capital roraimense. A PF busca confirmar essa movimentação.
Mesmo estando no exterior, Ramagem tentou manter atividades parlamentares. No dia 18 de novembro, ele solicitou à Câmara um celular com roaming internacional para votar remotamente o PL Antifacção — pedido que contraria as regras da Casa, que proíbem o exercício do mandato a partir de outro país.
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