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Política

Deputado aciona MPF contra Oruam por divulgar bets irregulares

Artista publicou casas de apostas desautorizadas pelo Governo

O rapper Oruam, filho do traficante Marcinho VP, do Rio de Janeiro
O rapper Oruam, filho do traficante Marcinho VP, do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Instagram

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, sob a acusação de divulgar empresas de apostas sem autorização para operar no Brasil.

Segundo a denúncia, protocolada nesta terça-feira, 11, o artista teria promovido em suas redes sociais as plataformas Festa7 e Xiyou, que não possuem autorização do Ministério da Fazenda para atuar no país. Apenas no Instagram, Oruam soma mais de 8,7 milhões de seguidores.

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A denúncia enfatiza o impacto que a publicidade feita por influenciadores digitais tem no público jovem. De acordo com Kataguiri, o alcance das postagens de Oruam pode ter sido superior a 5 milhões de visualizações, quando se considera a média de engajamento de sua base de seguidores.

“O número de seguidores do perfil utilizado (8,7 milhões), o número de publicações identificadas e a estimativa de engajamento (30%) indicam um atingimento de ao menos 5 milhões de visualizações”, destaca a representação.

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Além da ilegalidade das empresas promovidas, a peça defende que a forma como o conteúdo foi divulgado também infringe a legislação vigente, uma vez que não há menções a medidas de proteção ao consumidor.

“A forma de divulgação desses conteúdos é inadequada e ilegal, tendo em vista que não são divulgados avisos de desestímulo ao jogo, ações informativas de conscientização e não há a garantia de que crianças e adolescentes não estão sendo alvos das campanhas de publicidade”, afirma o documento.

Oruam pode ter cometido crimes

A representação também solicita que a Receita Federal e a Polícia Federal investiguem as atividades das empresas promovidas por Oruam, o que levantou suspeitas sobre possíveis irregularidades financeiras.

“O capital social, perfil dos sócios, o código e descrição da atividade econômica e outras informações não se adequam à Lei 14.790/2023, explicitando indícios do cometimento de crimes relacionados a lavagem de dinheiro, sonegação, fraude, dentre outros”, alerta o documento.

kim kataguiri
O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A legislação vigente no Brasil exige que todas as empresas do setor de apostas possuam registro e sigam normas específicas, tanto em relação à transparência de suas operações quanto à publicidade.

A Lei 14.790/2023 estabelece que apenas operadoras devidamente licenciadas podem oferecer serviços de apostas de quota fixa e determina critérios rígidos para a veiculação de propagandas, o que inclui a necessidade de alertas sobre riscos do jogo e restrição de conteúdo para menores de idade.

Kataguiri argumenta que a ampla publicidade de empresas irregulares cria um ambiente de concorrência desleal com as operadoras que seguem as normas, além de aumentar os riscos para os consumidores.

O mercado de apostas esportivas foi permitido em 2018 no Brasil | Foto: Marco Verch
O mercado de apostas esportivas foi permitido em 2018 no Brasil | Foto: Marco Verch

“Influenciadores e celebridades promovem essas plataformas, muitas vezes sem informar sobre sua legalidade duvidosa, induzindo milhões de seguidores a confiar e investir nelas”, reforça.

“Isso aumenta os riscos aos consumidores, que podem ser prejudicados pela falta de fiscalização sobre pagamentos, possíveis fraudes e a ausência de garantias quanto à lisura das apostas”, defende Kataguiri.

Diante dos fatos, o deputado solicita ao MPF que apure as irregularidades cometidas por Oruam e pelas empresas mencionadas e responsabilize os envolvidos conforme a legislação vigente. Além disso, Kim pede ao órgão para que adote medidas para coibir a publicidade ilegal dessas plataformas.

Leia também: “A novilíngua do crime”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 250 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    Se algumas pessoas gostam dessa coisa aí vcs deveriam resgatar a população e não censurar o proibir essa coisa pois só atrai mais atenção, pois o que estão fazendo é o mesmo que o PT faz com as piadas que não gostam, que é tentar censurar o Léo Lins por exemplo. o RESGATE é mais importante, alguém já entrou em contato com o coisa pra ver o que pode ser feito? quem sabe ele entenda e repense suas musicas pra algo mais construtivo pra de fato ajudar as comunidades e pessoas que gostam dele?!

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