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Política

Deputado Capitão Alberto Neto alerta para risco do Brasil virar Narcoestado

Relator do projeto que tipifica o crime de domínio de cidades diz que o Estado precisa agir 'antes que seja tarde demais'

narcoestado
Capitão Alberto Neto | Foto: Câmara dos Deputados

O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmou que o Brasil corre o risco de se transformar em um Narcoestado se o governo não agir com firmeza contra as facções criminosas. Em entrevista ao Jornal da Oeste, ele disse que o Estado está “no limiar” de perder o controle sobre o avanço do crime organizado.

O parlamentar é o relator do projeto de lei que cria o crime de domínio de cidades, aprovado pela Câmara dos Deputados em 21 de outubro. Para ele, as facções criminosas já se tornaram “grupos terroristas com extensão internacional”.

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“O Estado brasileiro tem que agir nesse momento, estamos num limiar que ainda dá tempo”, afirmou. “Ou o Estado age agora, ou em pouquíssimo tempo vamos virar um Narcoestado.”

O projeto relatado por Capitão Alberto, de autoria do deputado Coronel Assis (União-MT), tipifica o crime também conhecido como “novo cangaço”. A proposta altera o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos, com penas de 18 a 30 anos para ações de bloqueio de vias e ataques a instituições públicas ou financeiras. O texto segue agora para análise do Senado.

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O deputado explicou que o relatório apresentado por ele caracteriza o domínio de cidades como crime hediondo, com penas mais severas. “Eles chegam armados, dominam delegacias, quartéis, fazem reféns e usam pessoas como escudo humano”, afirmou. “Muitos morrem nesse combate. Estamos colocando esse crime como hediondo e estabelecendo a pena máxima.”

Endurecimento das leis para evitar o Narcoestado

Capitão Alberto Neto afirmou que as quadrilhas que atuam na Amazônia têm se sofisticado com o uso de armas de guerra, fuzis e até lanchas blindadas. “O Comando Vermelho e o PCC se instalaram aqui no nosso Estado”, continuou. “Querem cobrar pedágio para os moradores e os comerciantes, é um verdadeiro caos.”

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O parlamentar também quer que as facções sejam enquadradas como organizações terroristas, o que, segundo ele, permitiria ampliar a cooperação internacional no combate ao crime. “Sem dúvida, isso é terrorismo, a dominação de cidades. O que temos que avançar agora é colocar facções como grupos terroristas”, disse.

“Temos poucos criminosos presos”, afirma relator

Durante a entrevista, o deputado criticou o sistema penal brasileiro e o que chamou de “discurso da esquerda” sobre superlotação das cadeias. “Essa história de que as cadeias estão superlotadas é discurso da esquerda, que transformou criminosos em vítimas da sociedade”, afirmou. “A verdade é que temos poucos criminosos na cadeia, porque eles ficam muito pouco tempo presos.”

Alberto Neto também fez críticas à política de segurança do governo federal. “Hoje temos um governo que investe mais em propaganda, em Instagram, do que em segurança pública”, acusou.

4 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    A ratoeira na porta dos deputados do PT e PSOL é com um sacolé de cocaína

  2. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Vou dar uma dica pra Trump, quer pegar um narcoterrorista de paletó, coloque uma ratoeira na porta de cada gabinete dos deputados do PT e PSOL. Agora se quiser pegar Lula a ratoeira é com uma garrafa de 51. Agora se quiser pegar véio ladrão do STJ e TSE é colocar uma ratoeira com um envelope com dólares pra pegar aquele véio missão dada que o nego vagabundo ladrão do filho dele tava com um relógio de um milhão e catorze mil e um tênis de 35 mil

  3. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Já é um narco estado,acordou de coma induzido por interesse pessoais .

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