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Política

Eduardo Bolsonaro nega recuo e diz que é 'mentira' afirmar que desistiu de sanções

Ex-deputado afirma estar nos EUA exclusivamente para pressionar por punições a Moraes; 'Meu desejo é por justiça; não por vingança'

Eduardo Bolsonaro desmente eventual recuo na aplicação de sanções ao STF | Foto: Reprodução/Twitter/X
Citação ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro consta nesta segunda-feira, 16, no Diário Oficial da União | Foto: Reprodução/X

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) rebateu nesta terça-feira, 5, notícias que indicavam um possível recuo em sua atuação nos Estados Unidos. Ele descartou uma eventual relaxamento contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial Alexandre de Moraes. Segundo ele, é “mentira” dizer que desistiu de avançar com sanções a autoridades brasileiras.

“Estão sendo veiculadas aí matérias dizendo que o Eduardo Bolsonaro recua. E que está pedindo para não sancionar os ministros, que eu não estaria disposto a encará-los. Isso é mentira. Eu abri mão do meu mandato. Estou aqui nos Estados Unidos exclusivamente para essa pauta”, afirmou o ex-parlamentar em áudio divulgado nas redes sociais.

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Eduardo: “Desejo é por justiça, não por vingança”

Atualmente, Eduardo age como articulador informal da oposição no exterior. Ele declarou que busca principalmente uma saída “menos traumática”, mas com foco em isolar Alexandre de Moraes no cenário internacional. “O meu desejo aqui é por justiça, não é por vingança”.

Ele reforçou da mesma forma que segue um “passo a passo” estratégico. Acrescentou que começou com a retirada de vistos diplomáticos e avançou com sanções da lista OFAC. A sigla refere-se ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, órgão do Departamento do Tesouro dos EUA. “Quem sabe amanhã a esposa do Alexandre de Moraes e outras autoridades venham a sofrer as mesmas sanções”.

A fala de Eduardo Bolsonaro ocorre em meio sobretudo à intensificação da campanha internacional da direita brasileira por punições a membros do Judiciário. Eles são acusados de perseguição política a Jair Bolsonaro e seus aliados. Na última semana, o governo dos EUA incluiu o ministro Moraes na lista Magnitsky, que prevê congelamento de bens e restrições de visto.

Leia também: “O tirano do Brasil”

Aliados de Moraes e membros do governo federal reagiram com críticas à movimentação liderada por Eduardo, classificando as ações como tentativa de interferência estrangeira e desestabilização institucional. O ex-deputado, no entanto, reforça que continuará com as articulações em Washington e nega qualquer intenção de recuar.

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2 comentários
  1. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Interferência estrangeira foi o que Lula fez, trazendo para o Brasil, a 1ª dama do Peru condenada por corrupção.
    Isso é que é interferência estrangeira.

  2. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    Quem é esse imbecil que colocou o Eduardo Bolsonaro como ex-deputado, nem o pessoal da globonews fala tamanha bobagem.

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