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Política

Eduardo Paes quer Rio como 'capital honorária' do Brasil

Medida teria como objetivo reverter perdas com a formação de Brasília em 1960

Segundo Paes, “para o mundo, a imagem do Brasil é o Rio” | Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro/Ernesto Carriço
Segundo Paes, 'para o mundo, a imagem do Brasil é o Rio' | Foto: Ernesto Carriço/Governo do Estado do Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou, na última sexta-feira, 7, que solicitará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o reconhecimento da cidade como “capital honorária” do Brasil. Segundo o político, “para o mundo, a imagem do Brasil é o Rio”. A proposta visa a reconhecer o papel histórico e simbólico do município, mesmo depois da transferência da capital para Brasília, em 1960.

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Tal conceito de capital honorária é uma distinção sem implicações legais ou administrativas, mas que reconhece a relevância cultural, política e histórica de uma cidade. Não haverá aumento de arrecadação ou repasse de fundos, no entanto, a medida poderia incluir ações como a proibição da transferência de órgãos federais sediados no Rio, mantendo recursos na cidade, a reinstalação de gabinetes de cultura na cidade, a prioridade em concursos e a conclusão de obras inacabadas.

Paes sugere que a decisão seja tomada por decreto em julho, durante a cúpula do Brics, próximo evento de relevância sediado na “Cidade Maravilhosa”. O objetivo seria compensar as perdas com a transferência da sede governamental para Brasília, devolvendo a importância política para a segunda cidade mais populosa do país, com 6,7 milhões de habitantes.

“Proponho que nosso presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de um decreto federal, reconheça ao Rio como cidade federal”, publicou Paes, em seu perfil oficial no X. “E lhe conceda o título de capital honorária do Brasil.”

Além do título simbólico, a prefeitura quer medidas práticas, como a criação de um comitê para administrar o patrimônio federal no Rio.

A História da capital do Brasil: do Rio a Brasília

Durante o período imperial, a cidade do Rio de Janeiro se consolidou como o centro do poder político e cultural, não apenas do Brasil, mas de toda a Coroa. Esse status perdurou até 1960, quando a capital foi transferida para Brasília, criada para ser a nova sede administrativa brasileira.

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Brasília como capital foi formalizada pela Constituição de 1946, que também transformou a antiga sede em um Estado autônomo, a Guanabara. Na década de 1970, o governo consolidou a mudança da capital para Brasília.

Em 1975, a fusão da cidade-Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro foi concretizada, sem consulta à população local.

O Brasil não seria o único país com uma capital administrativa e outra honorária. Na Alemanha, por exemplo, Berlim foi reconhecida como a capital do país reunificado, enquanto Bonn, a antiga capital da Alemanha Ocidental, continua a sediar importantes instituições governamentais.

Para Paes, o reconhecimento formal do Rio de Janeiro como “capital honorária” é um gesto simbólico importante, que reforçaria a identidade nacional brasileira e traria benefícios à cidade. De acordo com ele, “é do interesse de toda a República que sua cidade mais famosa e representativa tenha um status jurídico compatível com seu papel de berço da nacionalidade e símbolo maior de sua cultura”.

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5 comentários
  1. Juliana Delfino Teixeira
    Juliana Delfino Teixeira

    Concordo! Rio de Janeiro é a cara do Brasil.

  2. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    O Rio de Janeiro (Guanabara), sem dúvidas foi o Centro Cultural do Brasil, a entrada do Turismo no país e o “garoto” propaganda do Brasil.
    No entanto, não existiam naquela época tantos crimes, tamanha proteção aos criminosos, ao crime organizado ou não, com a concomitante penalização do cidadão bem, que nem mais pode se defender como pode, nem tampouco o abandono do povo carioca comum em detrimento de alguns poucos que moram cercados por muros, vigilância, carros blindados e fazem o que querem.
    A esquerda incapaz acredita poder mudar realidades mudando e/ou inventando leis e honrarias, injustas e/ou indevidas.
    Loucura!

  3. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    Quando o político não tem o q apresentar ele vem com esse tipo de ideia exdrúxula. No fundo o q ele busca é ter mais verbas federais na cidade. O prefeitinho incompetente se engana quando afirma q o Rio é o berço da nacionalidade e símbolo maior da cultura brasileira. Isso poderia ser em 1950, mas de lá para cá o Brasil é outro e muitas outras regiões, estados e culturas se fizeram importantes no Brasil. O Rio no fundo é símbolo de tudo q está errado no Brasil. A síntese da corrupção, esperteza inapropriada de um povo, violência, ausência do Estado, pobreza espalhada, falta de oportunidades, e tantas outras mazelas lá se concentram. Uma grande e linda cidade, mas com problemas gigantes q a gente esconde para não ficar mal quando fala de Brasil no exterior.

  4. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Bem oportunista pra quem não viu a Rio Capital . É uma pena, porque deveria deixar a cidade nas condições daquela época , pedindo à União que resolva as mazelas crônicas que home fazem toda fama que o Rio tem

  5. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Dou a maior força. O Rio, de fato, é a representação do Brasil. Favelas, miséria, crime organizado e desorganizado, sujeira, carnaval, jogo do bicho, praia, presunção, etc. Não tenho dúvidas que o Rio, de fato, represente o Brasil no exterior. Merece o nome de “capital honorária do brasil”. O problema do Rio, é que enfrenta enorme concorrência com outras capitais, basicamente no Nordeste. Quanto a mim, felizmente eu não moro lá e nem quero morar e tenho pena de quem mora..

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