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Política

Eduardo, sobre julgamento no STF: 'Gambiarra jurídica para me tornar inelegível'

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, foi o primeiro a se manifestar a favor do prosseguimento da ação penal

Governo tenta reagir à articulação internacional contra Moraes; Lindbergh mira Eduardo Bolsonaro | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
O parlamentar afirmou que está aguardando ser citado de acordo com a legislação | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira, 14, para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta coação e tentativa de obstrução em inquérito sobre “trama golpista”.

Em entrevista à CNN Brasil, Eduardo classificou a possível abertura de uma ação penal como uma “gambiarra jurídica”.

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“Essa gambiarra jurídica é só a tentativa do tribunal de me tornar inelegível a todo custo”, afirmou. “Já fizeram isso com o meu pai e, agora, querem fazer o mesmo comigo.”

O parlamentar afirmou que está aguardando ser citado de acordo com a legislação.

“Estou aguardando a citação na forma da lei e sob as proteções constitucionais da jurisdição na qual me encontro”, disse. “Qualquer ação que não siga esse rito legal padecerá de nulidade insolúvel.”

No plenário virtual do STF, o relator Alexandre de Moraes foi o primeiro a se manifestar pelo prosseguimento da ação penal, sendo acompanhado pelos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin. A ministra Cármen Lúcia ainda não votou.

Eduardo Bolsonaro virou alvo do STF depois de denunciar abusos da Corte contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

Leia também: “Para onde querem nos levar? Não iremos”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 295 da Revista Oeste

A PGR acusa o parlamentar de articular ações nos Estados Unidos com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras e influenciar o julgamento do ex-presidente, que recebeu pena de 27 anos e três meses de prisão por suposta participação em “trama golpista”.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, disse em seu voto que a PGR apresentou “provas detalhadas” das ações do deputado, que revelam que ele buscou criar instabilidade social ao promover sanções internacionais e interferir na atuação do STF.

Moraes citou a suspensão de vistos de ministros e familiares, sanções econômicas e a aplicação da Lei Magnitsky, reforçando que Eduardo Bolsonaro teria atuado com autoridades dos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro.

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