Ao se filiar ao Podemos, Moro fala em ‘reconstruir o país’

Entre outros temas, o ex-juiz da Lava Jato tratou da corrupção e de estratégias econômicas para o fim da miséria
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Sergio Moro participou do evento de filiação ao Podemos, em Brasília
Sergio Moro participou do evento de filiação ao Podemos, em Brasília | Foto: Reprodução/YouTube

O ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro se filiou nesta quarta-feira, 10, ao Podemos. O evento foi realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

A abertura ficou por conta do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), um dos entusiastas da filiação de Moro.

“Hoje, nos reunimos para fincar o marco de um novo rumo para este país. É preciso refundar a república”, disse o senador.

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O ex-juiz começou o discurso afirmando que não tem vida política e fazendo referência à carreira dele como juiz. Na sequência, emendou: “O Brasil precisa de líderes que ouçam a voz do povo brasileiro”.

“O Brasil continua sem futuro, com o povo brasileiro sem justiça, sem emprego e sem comida.” Sergio Moro também falou que nunca vai abandonar o país e que, se for necessário, lutaria sozinho pelo país.

“Depois de um ano morando fora, eu resolvi voltar. Eu não podia ficar quieto, sem pelo menos tentar, mais uma vez, ajudar o Brasil. Eu resolvi fazer do jeito que me restava, entrando para a política, corrigindo isso de dentro para fora”, comentou.

“Eu nunca tive ambições políticas, sempre quis apenas ajudar”, disse Moro. “Mas, se para tanto, for necessário assumir a liderança desse projeto, meu nome sempre estará à disposição”, completou, em relação à construção de uma candidatura para a Presidência da República.

“Não fugirei, embora saiba que será difícil. Há outro bons nomes que têm se apresentado para que o país possa escapar dos extremos, da corrupção.” Ele completou: “Vai além do combate à corrupção, é para reconstruir o país. Queremos juntos construir hoje o Brasil do futuro”.

Ele também defendeu a reforma do “sistema confuso de impostos”, além da privatização de estatais ineficientes e a modernização da economiza visando a mercados externos.

O ex-juiz propôs a criação de uma força-tarefa para a erradicação da pobreza utilizando servidores e especialistas da estrutura já existente. “O nosso projeto será acabar com a miséria. Precisamos mais do que programas de transferência de renda, precisamos identificar o que cada pessoa precisa para sair da pobreza”, pontuou.

O político defendeu a eliminação do foro privilegiado e o fim da reeleição para cargos no Poder Executivo. “Para que esse projeto tenha credibilidade, nós precisamos provar que estamos dispostos a sacrifícios”, garantiu.

Corrupção

Sergio Moro afirmou que combater a corrupção não é um projeto de vingança ou punição, mas um projeto de justiça na forma da lei para viabilizar as reformas necessárias para melhorar a vida das pessoas. “Propomos aprovar a volta da execução da condenação criminal em segunda instância.”

Ele sugeriu ainda criar uma Corte Nacional Anticorrupção, usando as estruturas já existentes convocando juízes e servidores para viabilizar a proposta.

Sobre ter abandonado o governo de Jair Bolsonaro, quando era ministro da Justiça, Moro explicou que “não queria sair do governo, mas precisava de apoio para combater a corrupção, mas esse apoio foi negado”.

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