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Política

Em vídeo, PT pede 'taxação BBB': 'Bilionários, bancos e bets'

Material publicitário vai às redes em contexto de proposta do governo federal para ampliar a isenção do Imposto de Renda e tributar fortunas

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Além do impulsionamento, o PT propôs que o tribunal proíba o uso de inteligência artificial (IA) na produção de materiais de campanha | Reprodução/Redes sociais

O Partido dos Trabalhadores (PT) publicou, nesta quinta-feira, 26, um vídeo em que defende que bilionários, bancos e casas de apostas paguem maiores taxas, sob o argumento de que o grupo, atualmente, paga pouco ou quase nada de imposto.

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O material vai às redes sociais no contexto da proposta do governo federal para ampliar a isenção do Imposto de Renda e tributar fortunas.

No vídeo do PT, a chamada “taxação BBB” não faz referência ao reality show, mas, sim, a “bilionários, bancos e bets”. A produção ilustra uma balança da Justiça, que aparece desequilibrada. De um lado, trabalhadores se esforçam para sustentar o peso dos impostos, enquanto, do outro, executivos mantêm facilmente a parte mais leve. Uma mão transfere parte do peso para tentar equilibrar a balança.

Na conclusão do vídeo, a locução enfatiza: “Taxação BBB: bilionários, bancos e bets. Novo IR é justiça histórica. Justiça de verdade”. A sigla apresenta a proposta como uma forma de compensar a isenção para quem ganha até R$ 5 mil e a redução de alíquotas para a faixa entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.

Propostas do PT enfrentam resistência no Congresso

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e o presidente Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar da defesa do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfrentam resistência no Congresso quanto à taxação dos mais ricos para viabilizar a promessa de campanha. O projeto deve ser analisado pela Câmara e pelo Senado no segundo semestre deste ano.

O Executivo sofreu derrotas recentes no Legislativo, com a rejeição de uma medida provisória que aumentava cobrança sobre o IOF. Essas medidas haviam sido alinhadas em encontro entre a Fazenda e líderes do Congresso em 9 de junho. Contudo, a disposição diminuiu, e a pressão de parlamentares e do mercado cresceu contra as propostas.

Leia também: “A taxação da selfie”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 274 da Revista Oeste

Com a queda das medidas, Haddad busca alternativas para aumentar a arrecadação, como novas fontes de receita, possível recurso ao STF contra o Congresso ou cortes adicionais no Orçamento.

O economista voltou a afirmar que é preciso corrigir distorções. “Nós estamos defendendo que o rico que não paga imposto passe a pagar”, disse. “Eu não considero normal um dos dez países mais desiguais do mundo aceitar que quem tem mais de R$ 1 milhão de renda anual pague uma alíquota de Imposto de Renda de 2,5% em média, quando a professora da escola pública paga 10%.”

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