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Política

Erika Hilton dá conselhos a Oruam: 'Estamos juntos'

Em publicação no X, a deputada federal do Psol incentiva o filho de Marcinho VP a fazer ‘revolução com o pé no chão’

Erika Hilton dá conselhos a Oruam: 'Estamos juntos'
Oruam em show do festival Lollapalooza | Foto: Reprodução/X

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) escreveu nas redes sociais uma mensagem direcionada ao funkeiro Oruam, conhecido por suas frequentes homenagens a traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho. Em publicação no X, a parlamentar propõe ao cantor que “se conecte com quem já constrói essa luta há anos, com coragem e compromisso nas favelas”.

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O texto, publicado neste domingo, 8, é um encorajamento a Oruam para “fazer revolução com o pé no chão”. A deputada se solidariza com o funkeiro. “Se quiser construir junto, tô por aqui. De verdade”, diz a publicação. “Estamos juntos.”

Erika recomenda que o funkeiro se associe a três organizações do Rio de Janeiro. Uma delas é descrita pela deputada como “referência na luta antirracista”, outra teria o objetivo de aproximar Oruam do público LGBT. A terceira é um “movimento de mães e familiares de vítimas da violência do Estado, que é um dos pilares mais fortes e verdadeiros dessa luta”.

“Muita gente já te indicou leituras importantes, mas a transformação vem, principalmente, da organização coletiva”, diz Erika Hilton ao filho de Marcinho VP, parentesco que o cantor ostenta com orgulho. “Não existe saída individual pra problemas que são estruturais.”

Em meio a críticas, Erika dobra aposta em associação com Oruam

Até mesmo apoiadores da deputada do Psol criticaram a tentativa de se aproximar de Oruam. “Erika, minha diva, esse homem incentivou em massa o estupro de uma mulher”, comentou um seguidor, em referência aos comentários do funkeiro sobre a vereadora paulistana Amanda Vettorazzo (União Brasil). 

Diante das reações negativas, Erika Hilton dobrou a aposta. Em publicação no X nesta segunda-feira, 9, a parlamentar justificou a aproximação. “Se os filhos fossem responsáveis pelos crimes dos pais, metade dos gays do Brasil estariam presos por homofobia”, afirma, em referência aos crimes cometidos por Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho. 

“Oruam e Poze não estão sendo atacados pela extrema-direita por falas misóginas e LGBTFóbicas”, prossegue. “Estão sendo atacados pelas letras de suas músicas em uma campanha que visa discriminar, desumanizar e assim justificar a violência contra o povo pobre, negro e das favelas.”

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