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Esquerda articula-se para impedir MEC de indicar reitores

Parlamentes de oposição garantem que Bolsonaro quer controlar as universidades e prometem: Lutaremos contra o fascismo instalado no Brasil
O ministro da Educação, Abraham Weintraub | Foto: FABIO POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
O ministro da Educação, Abraham Weintraub | Foto: FABIO POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL | O ministro da Educação, Abraham Weintraub | Foto: FABIO POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Parlamentes de oposição garantem que Bolsonaro quer controlar as universidades

esquerda
O ministro da Educação, Abraham Weintraub | Foto: FABIO POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Sob o comando da deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), parlamentares de esquerda protocolaram ontem uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Medida Provisória 979, que permite ao ministro da Educação nomear reitores temporários durante a pandemia.

De acordo com a oposição, o governo quer controlar as universidades e “dar um chapéu” na comunidade acadêmica, que atualmente participa do processo de escolha. Esquerdistas garantem que a “manobra de Bolsonaro afronta a Constituição Federal”. Portanto, decidiram agir no STF.

Em nota, Margarida jura que vai lutar contra o suposto fascismo instalado no Brasil. Além disso, argumenta que a medida é arbitrária. Assim sendo, as “instituições têm de reagir”. Sabe-se que o STF tem interferido no Executivo, como quando suspendeu a nomeação do diretor da Polícia Federal.

Nesta semana, Bolsonaro decidiu desburocratizar o processo de escolha de reitores, que, em alguns casos, inclui lista tríplice, com nomes escolhidos pela comunidade acadêmica. Nas redes sociais, internautas aprovaram a medida, ao alegarem que as universidades estão ocupadas pela esquerda.

Saiba mais

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sinalizou ontem em entrevista à GloboNews que vai tornar nula a medida provisória do governo. “Minha opinião é que é uma matéria inconstitucional e que esse tema não deveria ser debatido por medida provisória”, afirmou Maia.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que representa os reitores das federais, também vai agir. Sendo assim, contestar a validade da medida provisória. “A Andifes, com a urgência que o tema requer, está tomando as providências cabíveis”.

Representantes da entidade afirmam que estão conversando com parlamentares, juristas e entidades, para coordenar as ações pertinentes à contestação. “Isso atenta de forma absurda contra a democracia em nosso país e a autonomia constitucional de nossas universidades”, informa em nota.

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