O ex-deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG) apareceu nas redes sociais com um vídeo polêmico. Ele recomendou que aposentados evitassem relatar aos bancos quaisquer descontos indevidos identificados em suas contas do INSS. Vilson afirmou que deveriam apenas solicitar um extrato bancário e procurar orientação diretamente com os sindicatos, sem conversar com os funcionários da agência.
A recomendação partiu de alguém que comanda uma entidade sindical sob suspeita. A Fetaemg, presidida por Vilson, é vinculada à Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura). A confederação está entre as organizações acusadas de obter autorizações fraudulentas para descontar valores dos benefícios de aposentados rurais.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
No vídeo, Vilson declarou que o sindicato funciona como instrumento de proteção. Caso o sindicato não tenha informações suficientes, deve acionar a Fetaemg, que por sua vez buscaria apoio da Contag, em Brasília. O material voltou a circular em abril, quando a Polícia Federal realizou uma operação que colocou o esquema no centro das investigações.
“Se você perceber que no seu provento está tendo algum tipo de desconto que você não autorizou, peça um extrato ao gerente, ao funcionário do banco”, declarou o ex-deputado. “Mas não vai conversar isso com ele, não. Vai lá, conversa com o seu sindicato.”
De acordo com o portal UOL, ao ser questionado Vilson acusou os bancos de confundirem os aposentados. O ex-parlamentar disse que as instituições financeiras empurravam a responsabilidade para os sindicatos. Alegou ainda que os bancos não explicavam os descontos e deixavam os beneficiários sem respostas.
“O banco dizia para o aposentado: ‘Isso é coisa do sindicato'”, afirmou Vilson. “Jogava a gente como se fosse o demônio. O banco tem tanto penduricalho que ele não te explica o que são as coisas.”
No final de 2024, mais de 400 processos contra a Contag estavam em andamento no Estado
A Justiça de Minas Gerais começou a receber centenas de ações individuais. No final de 2024, mais de 400 processos contra a Contag estavam em andamento no Estado. A Fetaemg contratou advogados para defender a confederação nesses casos.
Segundo a Polícia Federal, a Contag arrecadou mais de R$ 2 bilhões. O valor veio de descontos aplicados nos benefícios de cerca de 1,3 milhão de aposentados e pensionistas. A Fetaemg ficava com aproximadamente 15% da quantia, o que resultava em uma receita mensal de cerca de R$ 500 mil, só em Minas Gerais.
Vilson rejeitou qualquer envolvimento em práticas ilegais. Disse ter provas de que os descontos autorizados pela Fetaemg não passavam de 2%. Comparou com outras entidades, que, segundo ele, cobravam até 5%. Também acusou o governo Bolsonaro de ter estimulado o crescimento de organizações que aplicaram fraudes.
Com a operação da PF e a atuação da CGU, os acordos do INSS com entidades como a Contag foram cancelados
No Congresso, Vilson participou da articulação de uma mudança na legislação. Em 2021, propôs uma emenda a uma medida provisória que prorrogava o prazo para renovação obrigatória das autorizações de desconto. O então deputado Wolney Queiroz, hoje ministro da Previdência, também assinou a proposta. O Congresso aprovou o prazo de três anos, começando no fim de 2022. No ano seguinte, uma nova medida provisória extinguiu completamente essa exigência.
Com a operação da PF e a atuação da CGU, os acordos do INSS com entidades como a Contag foram cancelados. O governo anunciou que os valores serão devolvidos diretamente aos aposentados. A Polícia Federal conduz 13 inquéritos em cinco Estados: Minas Gerais, Ceará, Sergipe, São Paulo e Distrito Federal. O caso da Contag tramita na Justiça Federal em Brasília.






































Há situações criminais que nem a Interpol ou o Tribunal de Haia não resolvem.
Vide exemplo do resgate de reféns na Venezuela.
Custódia das FAs do BR? Gente covarde e inútil.
#votos eletrônicos auditaveis e impressos ja na próxima eleição…diga não ao aumento de deputados na câmara.
Outro político mineiro da “gloriosa” estirpe da Dilma, do Rodrigo Pacheco…..Que vergonha de ser mineiro!
Só pela orientação dele aos aposentados percebe-se que ele tem muito a explicar sobre as ilegalidades cometidas contra aposentados e pensionistas do INSS.
Imundo
SL
Alguém está procurando a verdade em dia ensolarado com uma lamparina??
Os sindicatos batem a carteira do pobre coitado, e o roubado deve procurar solução com os próprios sindicatos porque os bancos “confundem” os segurados. E essa “orientação” serve pra quê?!
Roubados, enrabados e calaaaaados … somos o sonho dos esquerdopatas.
Minas, tem expertise em eleger nulidades.
Canalha bandoleiro.
Merecedor de apodrecer numa solitária.
Não precisa nem mandar dar a polícia atrás .
Esse vagabundo já se entregou.
Quadrilha.
Bandidos!
Que lindeza, sou roubado pelo Lulla é de o ficar quieto? Porque ?
Mau caráter deve ser investigado.
O desespero batendo na porta dos ladrões do dinheiro dos aposentados. Esse cara deveria ser investigado, pois essa atitude é muito suspeita. Isso não é uma orientação aos lesados, mas ima AMEAÇA VELADA.
Esse indivíduo é um desclassificado, merece ser investigado.
olha a cara de pau do vagabundo ladrão
Canalha!
Num país onde os três poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), são totalmente aparelhados por indivíduos alienados, limitados, oportunistas, medíocres e/ou criminosos, a bandidagem sempre tem espaço livre para poder induzir suas vítimas ao que lhes interessa.
Feliz do povo que briga por si e pelos seus, não permitindo a degradação de seus direitos, liberdades e justiça!