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Política

Flávio se manifesta, sobre operação contra Ciro Nogueira

Senador chama denúncias ligadas ao caso Master de 'graves' e diz confiar no ministro André Mendonça

flávio bolsonaro
Flávio Bolsonaro evita citar nome de Ciro Nogueira em nota | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificou como “grave” a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta quinta-feira, 7, contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro disse também que confia na condução do caso pelo ministro André Mendonça, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Flávio, que recentemente chegou a citar Ciro como um possível nome para vice em uma futura chapa presidencial, afirmou que “fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”.

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Eduardo Bolsonaro Kim Kataguiri
Bolsonaro e filhos; Mendonça arquivou pedido de investigação contra Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e contra o ex-presidente | Foto: Roberto Jayme/TSE

A manifestação ocorre no mesmo dia em que aliados de Ciro passaram a associar a operação autorizada por Mendonça a uma possível retaliação pela rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF.

Saiba mais:

Ciro nogueira é alvo da Operação Compliance Zero

A PF identificou indícios de que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, bancou viagens internacionais de luxo e manteve repasses mensais de até R$ 500 mil ao senador em troca da apresentação de emendas de interesse da instituição financeira no Congresso.

Ciro foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira, durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, autorizada por Mendonça. A operação investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras que envolve o Banco Master.

Segundo relatório enviado ao Supremo, Vorcaro teria pago despesas de viagens internacionais do senador, incluindo hospedagens no hotel cinco estrelas Park Hyatt New York, em Manhattan, nos Estados Unidos.

As investigações mostram ainda que Ciro recebia pagamentos recorrentes por meio de uma estrutura que envolve a empresa BRGD S.A., ligada à família do ex-banqueiro, e a CNLF Empreendimentos, apontada como veículo patrimonial do senador.

Em uma das mensagens interceptadas, Felipe Vorcaro, primo do banqueiro e preso na operação, questiona: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, em referência aos repasses mensais destinados a “Ciro”.

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