“Estou firmemente convencido de que não só uma dose muito grande de consciência, mas qualquer consciência, é uma doença” (Fiódor Dostoiévski, Memórias do Subsolo)
E Gilmar Mendes chorou de novo. Como havia feito ao elogiar o trabalho de Cristiano Zanin — hoje seu companheiro de partido-corte —, ele voltou a derramar suas lágrimas grossas, pesadas e viscosas por conta da emoção corporativa despertada pela lembrança de seus irmãos de trincheira juristocrata. Celebrando os nove anos de Alexandre de Moraes à frente do tribunal, Mendes afirmou que a população brasileira “ainda irá agradecer” por sua atuação.
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Talvez, talvez. Mas, por enquanto, essa população brasileira — como revela a pesquisa recém lançada pelo instituto AtlasIntel — desconfia enormemente da sua Suprema Corte. E, dentre os togados mais rejeitados pela população, Gilmar Mendes está em segundo lugar, perdendo apenas para o seu chapa Dias Toffoli, e seguido de perto justamente por Moraes, o terceiro mais desprezado. Toffoli, Mendes e Moraes formam, portanto, o triunvirato de magistrados nos quais o brasileiro definitivamente não confia.
Mas Gilmar tem um sonho. Na sua utopia, tudo isso irá mudar. Um dia, somewhere over the rainbow, a sociedade brasileira perceberá a sua grandeza, bem como a de seus coleguinhas apaixonados por uísque (vor)caro: o Barão de Tayayá e o Careca do Master. É a expectativa desse futuro sem males que faz Gilmar Mendes chorar como uma adolescente romântica.
“O sentimental é simplesmente aquele que deseja desfrutar do luxo de uma emoção sem ter de pagar por ela” – escreveu algures Oscar Wilde. “O sentimentalismo é o progenitor, o avô e a parteira da brutalidade” — complementou Theodore Dalrymple. Possivelmente, sim. Mas talvez não devamos julgar tão severamente um pobre velho sentimental como Gilmar Mendes. Quem sabe o poder — concentrado, descarado e invasivo — não passe aí de vulnerabilidade? E a mão que blinda e se excede não seja a mão trêmula do molengão autopiedoso? Eis o recado implícito no esgar lacrimoso: não julgue com severidade quem demonstra sentir tanto. A intensidade do afeto por si próprio e pelos pares – assim pensa Gilmar – deve passar a contar como atenuante universal. E, nessa nauseante expectativa, há decerto muito mais de patético que de cínico…
Leia também: “O choro sem lágrima”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 314 da Revista Oeste





































Velho salafrário, safado, sujo, corrupto.
Dê cano. Não vale a pena.
O trio de ministros do STF referido na matéria já tem um lugar garantido na camada mais profunda e fétida da lata de lixo da História brasileira.
Esses vermes vai viver pra sempre?
velhado desonesto!
VELHACO, corrrigindo
Lágrimas de crocodilo.
Tudo de ruim que este STF representa tem por trás a figura do Sapão, podem acreditar.
Lágrimas de crocodilo. A figura do Vorcaro com o novo dressing code e as algemas tem significado. O medo já bateu na porta do boca mole. A aberração imoral logo se juntará a trupe.