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Política

Gleisi se manifesta depois de apagar postagem sobre 'empréstimo do Lula'

Petista foi acusada de fazer promoção pessoal do presidente e excluiu vídeo de redes sociais

Canal poderia facilmente se chamar 'TV do PT' ou 'TV CUT' | Foto: Alessandro Dantas/PT
Gleisi fez um vídeo sobre o 'empréstimo do Lula', e partido Novo formalizou acusação de promoção pessoal | Foto: Alessandro Dantas/PT

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se manifestou sobre o fato de ter apagado vídeo no qual chamava a nova modalidade de empréstimo consignado lançada pelo governo de “empréstimo do Lula”.

A fala foi interpretada como clara promoção pessoal do petista, e o Novo, por exemplo, informou que vai acionar os órgão de fiscalização. Logo depois de postar o vídeo, Gleisi o excluiu das redes sociais.

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No vídeo, a ministra afirma que “o empréstimo do Lula, uma nova linha de consignado liberada pelo governo, vai beneficiar milhares de trabalhadores, oferecendo juros muito mais baixos e condições mais justas”. E prossegue: “Quer saber como funciona e quem pode solicitar? Assista ao vídeo até o fim e compartilhe essas informações para que mais pessoas possam aproveitar essa oportunidade!”

Então, horas depois, se manifestou sobre ter apagado a postagem. “Diante de iniciativas no âmbito jurídico por parte de partidos de oposição, com evidente objetivo político, decidi suspender a postagem em que chamo o consignado privado de empréstimo do Lula.”

O empréstimo consignado

O governo federal lançou essa nova modalidade de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada na sexta-feira 21.

Nos primeiros três dias, a iniciativa mostrou-se popular, com mais de 40 milhões de simulações de crédito, das quais mais de 4,5 milhões resultaram em propostas formais de empréstimo. Além disso, 11 mil contratos foram concluídos com sucesso, segundo o Ministério do Trabalho.

Novo denuncia Gleisi por promover ‘empréstimo do Lula’

O partido Novo formalizou uma denúncia contra Gleisi no Tribunal de Contas da União (TCU), na qual acusa a ministra de fazer promoção pessoal de Lula em uma campanha institucional.

Na representação, a bancada do Novo afirmou que Gleisi violou o princípio da impessoalidade na administração pública ao “enaltecer diretamente Lula” na divulgação de um programa do governo federal.

A peça, assinada pelos deputados Adriana Ventura (SP), Marcel van Hattem (RS), Gilson Marques (SC), Ricardo Salles (SP) e pelo senador Eduardo Girão (CE), cita o vídeo da ministra de Lula. 

A bancada do Partido Novo no Congresso Nacional | Foto: Divulgação/Partido Novo
Gilson Marques, Eduardo Girão, Adriana Ventura e Marcel van Hattem | Foto: Divulgação/Partido Novo

A bancada do Novo no Congresso Nacional destacou que a vinculação da imagem de Lula na divulgação de um programa do governo configura “desvio de finalidade da publicidade institucional”. 

Conforme destacou a líder do Novo na Câmara, Adriana Ventura, o material contraria o artigo 37, § 1º, da Constituição Federal, que proíbe a promoção pessoal de autoridades em campanhas de comunicação do governo.

“A Constituição é clara, a publicidade institucional deve servir ao interesse público, não à promoção pessoal de autoridades”, afirmou. “O que vimos no vídeo da ministra Gleisi Hoffmann é o uso indevido da máquina pública em uma tentativa descarada de antecipar a propaganda eleitoral para 2026. Isso fere diretamente o princípio da impessoalidade e não pode ser normalizado.”

A denúncia ainda menciona a Súmula 243 do TCU, que determina que a publicidade institucional não pode conter nomes nem elementos que caracterizem promoção pessoal, e a Súmula 234, que reforça o dever dos gestores públicos de garantir o cumprimento dos princípios constitucionais na comunicação governamental.

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Para o senador Eduardo Girão, trata-se de “mais um capítulo lamentável da velha prática de confundir Estado com projeto de poder”. “A ministra Gleisi Hoffmann usou uma política pública para fazer propaganda de Lula, como se o Brasil tivesse dono”, disse. 

“Isso é uma afronta à ética na gestão pública e um desrespeito à inteligência do povo brasileiro”, analisou Girão. “Não se trata apenas de ferir a Constituição — trata-se de corroer os alicerces da democracia, usando recursos e estruturas públicas para promover campanha eleitoral disfarçada.”

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3 comentários
  1. Edson Carlos de Almeida
    Edson Carlos de Almeida

    Por isso que Lula disse que ama mais a amante .

  2. Joaquim Rodrigues da Silva
    Joaquim Rodrigues da Silva

    O pior é q não vai dá em nada pois a imbecil é do sistema.

  3. Rômulo Eustaquio Braga
    Rômulo Eustaquio Braga

    Só o Partido Novo…..cadê os demais para clamar por justiça …Aanda que saibamos que esse sistema de justiça está corrompido por uma ideologia de esquerda, temos que sempre clamar por justiça e expor aos olhos internacionais….. não temos outra opção

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