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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), confirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) permanece como pré-candidata ao Senado nas eleições de outubro, apesar de sua renúncia à presidência do PL Mulher, motivada por desentendimentos com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e pela necessidade de cuidar do marido, que está em prisão domiciliar. Celina e a senadora Damares Alves (Republicanos) pediram que Michelle continuasse na política, enfatizando a importância da presença feminina.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira, 1º, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) segue como pré-candidata ao Senado Federal nas eleições de outubro deste ano.
Na véspera, Michelle anunciou sua renúncia ao cargo de presidente do PL Mulher. A decisão foi tomada depois do desentendimento público entre a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Palácio do Planalto.
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“Michelle está filiada. Ela renunciou à presidência do PL Mulher combinada com o marido”, afirmou a governadora do Distrito Federal.
“Não há nenhum tipo de renúncia de candidatura, não há nenhuma outra decisão a não ser a de sair da liderança do Movimento PL Mulher. Isso foi definido com o marido dela, mas não significa ruptura ou rompimento, não significa nada disso”, assegurou.
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Celina Leão esteve com Michelle Bolsonaro na noite de terça-feira 30, no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. A senadora Damares Alves (Republicanos) também participou do encontro.
A governadora afirmou ainda que ela e Damares fizeram um apelo à Michelle para que a ex-primeira-dama permanecesse na política.
“Nós, que somos mulheres, não temos direito de desistir. Nós somos poucas, pouquíssimas, e precisamos estar na política mesmo diante de críticas e incompreensões”, disse Celina.
“Acho que ela entendeu. Michelle não está desistindo da direita, não está desistindo do marido nem do projeto que o marido abençoou.”
Ainda segundo a governadora do Distrito Federal, a decisão de Michelle de deixar a presidência do PL Mulher se deve, principalmente, à rotina desgastante de cuidados com Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e tem problemas de saúde.
“Ela não tem condição de cumprir as agendas do PL Mulher. Então, tomou a decisão de sair para cuidar do marido”, disse. “Ela não tem autorização judicial para compartilhar nenhuma ajuda dentro de casa. Então, faz absolutamente tudo sozinha.”
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‘Direita está unida’
Apesar da crise gerada pelas desavenças públicas entre Michelle e Flávio Bolsonaro, Celina Leão minimizou o episódio e defendeu a união da direita nas próximas eleições.
“A direita está unida, não há divisão entre ela e Flávio Bolsonaro. Ali houve um momento de desabafo, mas a direita vai caminhar junta, a Michelle estará junto e ela está habilitada a ser candidata”, concluiu.
Na semana passada, Michelle publicou vídeos nos quais revelou um desentendimento com Flávio. A ex-primeira-dama disse que se sentiu desrespeitada durante uma conversa, por telefone, com o senador sobre as articulações político-eleitorais do PL em alguns Estados, principalmente o Ceará.
Michelle deixou claro que não concorda com a aproximação entre o PL e o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo cearense – que tem uma vasta trajetória política no campo da esquerda e já atacou Jair Bolsonaro em disputas anteriores pelo Planalto. Ciro foi candidato à Presidência da República quatro vezes (1998, 2002, 2018 e 2002).
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‘Ela vai escolher ser candidata’
Outra liderança política que se manifestou sobre a saída de Michelle do PL Mulher foi a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).
Ao chegar à reunião entre Flávio Bolsonaro e mulheres da legenda, Zanatta minimizou o embate entre a ex-primeira-dama e o senador e reiterou sua confiança na candidatura da mulher de Jair Bolsonaro ao Senado.
“Isso vai ser uma decisão dela, mas eu tenho certeza de que ela vai fazer a escolha de ser candidata”, afirmou a deputada.
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“Não tem atrito [entre Michelle e Flávio], é uma questão que já está sendo resolvida”, prosseguiu Zanatta. “Agora, a gente só vai pensar em tirar o Lula do poder e colocar o Flávio na Presidência da República.”
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