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Política

Governadores apoiam Cláudio Castro depois de megaoperação

Aliados vão ao Rio de Janeiro discutir segurança pública e reforçar combate ao crime organizado

Cláudio Castro em reunião com governadores aliados | Foto: Rogério Santana/Governo do RJ
Cláudio Castro em reunião com governadores aliados | Foto: Rogério Santana/Governo do RJ

Governadores de partidos de centro e de direita desembarcaram nesta quinta-feira, 30, no Rio de Janeiro para se encontrar com o governador Cláudio Castro (PL). A visita ocorre dois dias depois da megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em 121 mortes.

O encontro consiste principalmente na formalização de um apoio político a Castro e no debate de estratégias conjuntas de enfrentamento ao crime organizado. Também analisaram-se medidas de cooperação em segurança pública, incluindo o compartilhamento de recursos e informações entre estados.

Governadores aliados; quem são

Dessa forma, participaram da reunião os governadores Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ratinho Jr. (PSD), do Paraná; Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Mauro Mendes (União Brasil), de Mato Grosso; Eduardo Riedel (PP), de Mato Grosso do Sul; e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Na noite desta quarta-feira, 29, Castro antecipou em seu perfil no Instagram o evento com os aliados.

O aviso se deu no mesmo dia em que o governador fluminense e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório emergencial para coordenar ações contra facções criminosas no Estado. A estrutura temporária terá o comando do secretário de Segurança, Victor Santos.

Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 287 da Revista Oeste

O governo federal, que recebeu acusações de vários setores por se omitir ante a gravidade no território fluminense, ofereceu apoio logístico e operacional, com aumento do efetivo da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Do mesmo modo, disponibilizou peritos criminais, médicos legistas, especialistas em balística e analistas da Receita Federal para fortalecer o trabalho de inteligência.

Lewandowski afirmou que o Planalto não teve acesso a informação prévia sobre a operação. Acrescentou, aliás, que o presidente Lula da Silva surpreendeu-se com a suposta falta de comunicação. Documentos comprovaram, no entanto, o alerta fluminense quanto ao risco de conflitos. O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que Castro preste esclarecimentos na próxima segunda-feira, 3. O governador deverá explicar se seguiu as normas de controle de letalidade policial estabelecidas pela Corte.

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