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Política

Governo Lula eleva classificação indicativa do Instagram para 16 anos

Segundo o Ministério da Justiça, a rede social reúne conteúdos frequentes de drogas, violência e sexo

Ícone do aplicativo Instagram | Foto: Reprodução/Redes sociais
Ícone do aplicativo Instagram | Foto: Reprodução/Redes sociais

Depois de uma análise de rotina sobre o conteúdo exibido no Instagram, a Secretaria Nacional de Justiça, vinculada ao Ministério da Justiça do governo Lula, decidiu elevar a faixa etária recomendada da rede social para acima de 16 anos.

O novo critério foi publicado na quarta-feira, 11, no Diário Oficial da União, em razão da recorrência de temas como drogas ilícitas, violência intensa e sexo explícito na plataforma.

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Anteriormente, o Instagram era classificado como inadequado apenas para menores de 14 anos, orientação visível nas principais lojas de aplicativos. A Google Play já atualizou a indicação etária, refletindo as alterações estabelecidas pelo governo Lula.

Motivos do governo Lula para o aumento da classificação indicativa do Instagram

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reage enquanto discursa no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil (22/4/2025) | Foto: Reuters/Adriano Machado
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reage enquanto discursa no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil (22/4/2025) | Foto: Reuters/Adriano Machado

A decisão afirma que conteúdos divergentes da classificação anterior foram detectados, incluindo representações de morte intencional, mutilação, crueldade, nudez, erotização, relações sexuais e consumo de substâncias ilícitas.

Os níveis de restrição variam de acordo com a gravidade, indo de 14 até 18 anos, segundo o despacho.

Segundo nota técnica do órgão responsável, “o objetivo principal da classificação indicativa é alertar pais e responsáveis sobre o tipo de conteúdo que os menores sob sua guarda potencialmente encontrarão”, afirmou a Secretaria Nacional de Justiça.

Resposta da Meta

A Meta, controladora do Instagram, declarou que investe há mais de uma década em ferramentas para proteger adolescentes e apoiar famílias, e que restringe recomendações de conteúdos sensíveis.

A empresa também questionou o método de classificação, alegando que ele não considera as medidas de proteção já adotadas pela plataforma e que pretende participar da consulta pública aberta pelo Ministério da Justiça.

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