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Política

Governo Lula volta a liberar emendas em busca de base parlamentar

A verba individual seria de até R$ 7 milhões para cada deputado

deputados
Negociação foi intensificada com líderes partidários da Câmara | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula está prometendo emendas individuais de R$ 3,5 milhões a R$ 7 milhões para cada deputado da base. A intenção é conseguir apoio dos parlamentares para votar projetos e também para minar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de 8 de janeiro, cujo requerimento deve ser lido na quarta-feira 26 pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A nova onda de agrados aos parlamentares foi revelada pela Folha de S.Paulo, em reportagem publicada na segunda-feira 24. Segundo o jornal, essas verbas extras seriam liberadas por meio da rubrica RP2, de responsabilidade dos ministérios.

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Com a abertura da CPMI praticamente certa, depois das imagens que mostraram o ex-ministro Gonçalves Dias, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na “cena do crime”, em franca interação com os invasores do Planalto, o governo quer os cargos mais importantes (presidente e relator) e ter maioria na CPMI.

Segundo a Folha, líderes partidários ligados ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), relatam que os valores negociados variam conforme o tempo de casa do deputado, em uma faixa que vai de R$ 3,5 milhões a R$ 7 milhões para congressistas.

Esses valores se somariam ao dinheiro de emendas individuais, de bancada e de comissões a que os parlamentares têm direito. Os deputados indicariam os recursos a serem aplicados em projetos de seus interesses, conforme a proposta feita pelo ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Segundo o jornal, o ministro procurou parlamentares nas últimas semanas para falar sobre a liberação das emendas e teria prometido agilidade e indicado que esta era uma forma de fidelizar os deputados do partido. As emendas prometidas pela equipe do ministro são nas áreas de defesa civil, segurança hídrica e desenvolvimento regional.

As emendas RP2 foram adotadas depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucionais as emendas RP9, ou emendas de relator, chamadas de “Orçamento secreto” pela velha mídia, que mudou a forma de denominar as rubricas depois que Lula foi eleito.

Com isso, o Congresso e o governo Lula fizeram um acordo, segundo o qual parte dos recursos viraria emendas individuais e R$ 9,8 bilhões iriam para ministérios, para atender a pedidos de parlamentares.

Com as RP2, que não são propriamente emendas, mas “verbas reservadas” no Orçamento, os deputados, para ter o montante liberado, devem enviar um ofício à pasta responsável para beneficiar determinada obra ou projeto, e o ministério decide se aceita ou não, utilizando “critérios técnicos”.

Até a semana passada, haviam sido liberados cerca de R$ 4,5 bilhões de restos a pagar referentes a verbas que estavam na rubrica das antigas emendas de relator.

A liberação de verbas para comprar apoio e votos de parlamentares foi o centro do escândalo do Mensalão, ainda no primeiro governo de Lula, em 2005.

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3 comentários
  1. Ed Camargo
    Ed Camargo

    No final, talves a melhor definição de Socialismo é simplesmente: A interminável guerra contra o mérito.

  2. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Uma vez que o Socialismo finca o pé, toda mediocridade, toda burocracia ossificada, todo carrierista constipado, todo escritor fajuto e ator e cantor de ninguém, saem do esgoto para encontrar suas porções da redistribuição socialista, referente ao que lhes faltam em talento ou realizações.

  3. Christian
    Christian

    Mensalão 2 em plena ação. Só resta um solução. Vigiarmos de perto os votos dos parlamentares para saber se ~so fieis à MORAL ou ao DINHEIRO.

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