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Política

Governo Lula promove milícia digital com dinheiro público

A equipe do presidente contratou influenciadores para atacar adversários políticos em nome da 'democracia'

A liberação acelerada ocorre em meio a crescentes pressões de deputados e senadores | Foto: Ricardo Stuckert/Flickr
No caso, falar mal do governo Lula é 'ódio', escreve J. R. Guzzo | Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

Em que democracia do mundo, mesmo as mais duvidosas, o governo contrata “influenciadores digitais” para fazer propaganda grosseira de si próprio e promover o ódio contra os adversários políticos — ódio explícito, direto na veia, sem nenhum argumento racional ou a defesa coerente de alguma ideia?

Os “influenciadores” não fazem esse serviço de graça. Exigem ser chamados “de esquerda”, mas cobram caro para elogiar o governo e insultar quem for contra — e são pagos pelo Erário, ou seja, por todos os cidadãos que pagam imposto, sejam a favor ou contra o regime Lula. É ilegal e ilegal. Não existe democracia que permita isso.

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É proibido fazer o que o governo está fazendo. Há até mesmo, imaginem só, um inquérito policial comandado pelo STF em pessoa, contra o gabinete do ódio e as “milícias digitais”. É um inquérito perpétuo, uma novidade no Direito Penal das nações, que já dura mais de seis anos e não tem data para acabar.

Dá cadeia, multa que ninguém consegue pagar, bloqueio da conta no banco, censura na internet, confisco de passaporte, pedido de extradição. Mas o que é proibido, no Brasil de hoje, não é o que a lei veta. Depende de quem proíbe e de quem recebe a proibição. O proibido para uns é o premiado para outros — e com dinheiro do Erário.

Como funciona as milícias digitais do governo Lula

O “discurso do ódio” e as “milícias digitais” são duas das áreas que mais têm se beneficiado das conquistas trazidas para o ordenamento jurídico brasileiro pela “recivilização” do STF. O Brasil, por conta disso, hoje está livre da barbárie segundo a qual todos são iguais perante a lei, ou que a lei se aplica igualmente para todos, independentemente de qual seja o nome da pessoa.

Não se pode tratar como iguais os desiguais, não é mesmo? Uns têm de ser tratados pela lei de um jeito, outros têm se ser tratados de outro, senão é injusto. No caso, falar mal do governo Lula é “ódio”. Falar ainda pior dos seus inimigos é “defesa da democracia.”

A missão central dos propagandistas contratados por Janja para “virar o jogo” nas redes sociais (ela é tida pelo marido e por si própria como uma fera de classe mundial na internet) é um plus a mais.

Não basta estar errado moralmente; também é preciso ser estúpido. No caso, as milícias digitais do governo Lula receberam a tarefa pública de jogar os “pobres” conta os “ricos”; têm de convencer o público de que “os pobres” são o bem, os “ricos” são o mal e que Lula não pensa em outra coisa que não seja salvar os pobres. Mais: vai fazer isso aumentando o IOF. Mas esse IOF, justo ele, não é uma das dez pragas do Egito para quem compra a crédito? E existe algum pobre neste país que não compre a crédito, quando compra alguma coisa? Sim e sim. Mas e daí?

Sobra para os pobres

Os influenciadores também terão de convencer os cidadãos de que algum pobre, pelo menos um, deixou de ser pobre nos últimos 10 mil anos porque o governo aumentou impostos. Isso não acontece, muito simplesmente — caso acontecesse, não haveria mais nenhum pobre sobre a face da Terra. Dinheiro de imposto é tirado de todos e sempre fica com um só, o próprio governo. Pode, ali, servir para propósitos úteis; sabe-se que em certos países é assim. Sabe-se, igualmente, que no Brasil não é assim, e que está com todo o viés de continuar não sendo.

As milícias digitais pagas com dinheiro público — uma prova robusta, como é moda dizer, do que o governo Lula realmente faz com os impostos que aumenta — vão dizer que o motivo pelo qual existem pobres no mundo é que existem ricos.

Se não existisse gente rica não existiria gente pobre; basta, segundo a filosofia de Lula, tirar a fortuna dos milionários e distribuir criteriosamente para os miseráveis, e fica tudo resolvido; de um instante para outro, seremos todos marqueses. A riqueza, por esta visão do mundo, não é fruto de nada daquilo que você imagina: trabalho, talento, mérito, invenção, inteligência, sorte ou herança. Não precisa, em suma, ser criada. Basta pegar tudo o que existe e deixar essas pessoas honestíssimas que estão no governo dividir entre os pobres.

Primeira-dama Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Primeira-dama Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Falta de escrúpulos

Elon Musk, por esse critério, não é rico porque criou o carro elétrico, desenvolveu foguetes que voltam para a Terra e possibilitou comunicações de qualidade sem precedentes para o ser humano de sua época. É rico porque tirou dinheiro do morador de rua que vive numa barraca na Praça da Sé. Obviamente, a única consequência prática de se confiscar o dinheiro de Musk para se eliminar a pobreza seria acabar com os satélites espaciais de comunicação e continuar com os pobres.

Mas quem é que precisa de fatos, quando sobra dinheiro de todos para o governo traficar com miragens? Basta dizer que 0,00001% da população mundial tem 101% da riqueza do mundo, ou alguma outra estatística com esse nível de qualidade, e correr para o abraço. Isso não é expor ideias, ou defender um ponto de vista. É apenas a falta de escrúpulos de um regime que soube recivilizar o Brasil.

(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 9 de julho de 2025)

A campanha mais custosa até o momento é a peça ‘Quem tem mais paga mais: taxação BBB’ | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
A campanha mais custosa até o momento é a peça ‘Quem tem mais paga mais: taxação BBB’ | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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3 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Gostaria de saber o quanto do Luladrão e seus filhos e a 🐔Canja pagam de impostos??? Já que são super-ricos!

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Tudo é possível em um país onde um partido se intitula “socialismo” e “liberdade”, como se água e óleo se misturassem. Vivemos há anos de mentiras escabrosas, a tal ponto que uma mentira a mais não faz diferença. Onde existe um partido que se intitula dos “trabalhadores” e governa para banqueiros, bandidos e corruptos, não se pode esperar verdade nenhuma.

  3. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    para o consorcio do poder no Brasil, justiça fiscal é tributar o povo até o fim e dividir a receita entre os poderosos, que alias nem pagam impostos já que suas casa, carros, comida, agua, luz celular motoristas e outras mordomias são pagas pelo erário e eles consideram isso como reembolso de despesa como era com a corja da corte de Luis XVI

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