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Política

Governo Lula 'recicla' medida de Bolsonaro para a educação

Presidente lançou o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, mas que já existia durante o governo anterior

O ministro da Educação, Camilo Santana (à esq), e o presidente Lula (à dir), durante a cerimônia Lançamento do programa Mais Professores - 14/1/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo
O ministro da Educação, Camilo Santana (à esq), e o presidente Lula (à dir), durante a cerimônia Lançamento do programa Mais Professores — 14/1/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

Crítico do governo Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “reciclou” uma medida do antecessor para a educação. Trata-se do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, lançado pelo petista na quarta-feira 5.

De acordo com a iniciativa, o objetivo é enfrentar “defasagens” acumuladas ao longo do tempo, além de mitigar os impactos de “calamidades” na educação. Entre outros pontos, a medida propõe igualdade de acesso e permanência na escola, promoção de equidade, formação integral e capacitação de professores.

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O decreto, contudo, é bem semelhante ao editado no governo Bolsonaro, em maio de 2022, sobre o mesmo assunto, mas que acabou revogado por Lula. Assim como a proposta do petista, o texto da gestão anterior instituiu a “Política Nacional para Recuperação das Aprendizagens na Educação Básica”.

À época, o Ministério da Educação (MEC) informou que a medida serviria para “elevar a frequência escolar, reduzir os índices de evasão e de abandono e promover estratégias de ensino e aprendizagem para elevar o desempenho escolar”.

Resposta do governo Lula sobre reciclar medida de Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro, durante um pronunciamento no Palácio do Planalto | Foto: Divulgação/ABR

Interpelado por Oeste, sobre revogar um texto que tratava do mesmo assunto, o governo informou que a medida de Bolsonaro era voltada ao “contexto de pandemia”, além de ser limitada.

“A nova gestão identificou que a recomposição de aprendizagens deve ser tratada como frente contínua de atuação do MEC: independentemente da conjuntura social e política, dos eventos climáticos ou emergenciais, todo estudante deve ter direito para desenvolver-se adequadamente”, observou o Executivo. “Faltavam também mecanismos mais detalhados para um acompanhamento eficaz das ações. O modelo anterior não apresentava um direcionamento para o monitoramento de resultados ajustado às necessidades específicas de cada região do Brasil. O novo decreto busca uma abordagem mais inclusiva, equitativa e focada em resultados a longo prazo.”

Ainda conforme o governo Lula, a sua política também se difere da estabelecida por Bolsonaro por ser mais “explícita” no que diz respeito à equidade e à inclusão.

Sobre a capacitação de professores, o Executivo observou que há “maior ênfase” em orientar os educadores.

Leia também: “A lei morreu”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 258 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Jocelio de Abreu e Silva
    Jocelio de Abreu e Silva

    Esse MEC tem que acabar. Isso é um antro de corrupção, deve perder só pra Petrobrás. A Extinção é urgente.

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