O governo Lula da Silva, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), apresentou aos servidores federais uma proposta de aumento de 17,5% no auxílio-alimentação. Caso obtenha aprovação, o benefício desse modo passará para R$ 1.175 a partir de dezembro.
O impacto nas contas da União em 2026 seria de R$ 1,1 bilhão. O valor já consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026 que está no Congresso desde agosto. Considerando os dois últimos anos, o reajuste acumulado do auxílio-alimentação chegaria assim a 156,55%.
Receba nossas atualizações
O que o governo diz sobre o aumento; entenda
O governo justifica a proposta com o argumento de que o auxílio-alimentação estava congelado há seis anos antes do início do atual mandato. Segundo o secretário de Relações do Trabalho, José Lopes Feijóo, o aumento reflete o compromisso da administração com a valorização do funcionalismo.
“O reajuste garante ganhos reais, respeitando a responsabilidade orçamentária, e melhora as condições de vida de quem trabalha no serviço público federal”, afirmou Feijóo.
Leia também: “Boulos, ministro”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 293 da Revista Oeste
A medida, no entanto, foi criticada por partidos de oposição, que apontam o reajuste como mais uma iniciativa voltada à campanha eleitoral do presidente Lula da Silva em 2026. Para os críticos, o anúncio próximo ao período pré-eleitoral reforça uma estratégia de fortalecimento político junto ao funcionalismo público.
O ministério destacou que os gastos totais com pessoal, incluindo salários e benefícios, estão estimados em 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo percentual registrado em 2024 e 2025. Isso demonstra que a despesa com servidores permanece estável, mesmo com o reajuste do auxílio-alimentação.
+ Leia mais notícias de Política na Oeste
Hipócritas,tudo para os companheiros, para o restante da população que paga impostos e trabalha para pagar as viagens internacionais e os gastos com cartões institucionais desta casta NADA.