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Política

Haddad quer prisão para 'devedor contumaz' de impostos

Proposta da Fazenda tem como alvo empresas que utilizam inadimplência como estratégia: 'Proteção às empresas legais'

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Diogo Zacarias/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Diogo Zacarias/MF

Empresas que utilizam a inadimplência de impostos como estratégia estão no centro de um debate intenso no Congresso. O Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad, quer endurecer a legislação contra o chamado “devedor contumaz”, expressão que, segundo ele, suaviza a gravidade dos atos praticados por essas companhias.

Haddad declarou, em entrevista ao Estadão/Broadcast na última quarta-feira, 16, que “a gente está chamando de devedor contumaz, mas é um eufemismo para falar de um criminoso”.

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“Tanto é que você vai ver, quando essa lei for aprovada, quem vai para o xilindró é criminoso”, afirmou o ministro da Fazenda. “A gente fica dando nome bonito para coisa feia. Vai ter impacto arrecadatório? Espero que sim. Mas não é essa a motivação da lei.”

Critérios e benefícios propostos por Haddad

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O economista Fernando Haddad (à esq) ao tomar posse como ministro da Fazenda – 1/1/2023 | Foto: Flickr

A proposta do governo define critérios rigorosos para inclusão na lista de devedores, como dívidas acima de R$ 15 milhões, valores superiores ao patrimônio da empresa, pendências com mais de um ano e ligação societária com outros CNPJs inadimplentes. O texto também prevê benefícios aos contribuintes que cumprem suas obrigações fiscais.

Mesmo com tentativas desde 2019, o avanço no Congresso tem sido lento. Em 2024, o governo apresentou nova versão do projeto, mas enfrenta resistência e discussões paralelas em torno de textos alternativos, como o do ex-senador Jean Paul Prates (PT-RN) e o do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ambos tratam de temas relacionados à defesa do contribuinte e à repressão a práticas fraudulentas.

Setor de combustíveis e impactos na concorrência

Enquanto parlamentares, como Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Efraim Filho (União-PB), negociam um texto único, o setor de combustíveis se destaca como um dos mais prejudicados pela concorrência desleal, causada por grupos inadimplentes ligados, segundo empresários, ao crime organizado e a milícias.

Haddad enfatizou que o objetivo principal não é aumentar a arrecadação, mas proteger empresas que cumprem a lei. “Toda vez que você combate a sonegação, tem efeito arrecadatório”, disse. “Você está combatendo o devedor contumaz, vai arrecadar. Agora, qual é a motivação de prender o devedor contumaz? É a concorrência. Tem setores econômicos sofrendo com a concorrência de criminosos. Criminosos.”

Leia também: “Raio-X de um governo taxador”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 275 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Ralph Rosário Solimeo
    Ralph Rosário Solimeo

    Terá que prender muitos ‘ e a cumpanhero h

  2. Gladis Eleonor Migliavacca Ballardin
    Gladis Eleonor Migliavacca Ballardin

    Vai ampliando as cadeias senhor Haddad. Se prender tds q estao inadimplentes vai precisar.

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