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Política

Hugo Motta diz que cortar emendas é 'ir contra a população'

Presidente da Câmara dos Deputados reagiu a uma declaração de Fernando Haddad que sugeria a redução dos recursos

hugo motta - presidente da câmara
Hugo Motta, durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Bruno Spada/Agência Câmara

Depois que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou a possibilidade de corte de até R$ 10 bilhões em emendas parlamentares, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu de forma crítica à proposta.

“Pode ser que haja corte de emendas, mas dentro das regras da lei complementar aprovada pelo Congresso”, declarou Haddad, em uma entrevista. “Há uma norma que afeta o próprio Legislativo agora”. Ele também diminuiu a derrubada da proposta que previa o aumento do IOF.

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Em entrevista à CNN, Hugo Motta afirmou que suprimir esses recursos prejudica diretamente a população. “Cortar emendas é ir contra o interesse da população”, declarou, argumentando que os recursos são revertidos em melhorias para os municípios.

“Os deputados conhecem as dificuldades de cada cidade em seus Estados e qualquer agente público que continue com esse discurso pejorativo sobre emendas parlamentares presta um grande desserviço ao país”, disse à CNN. 

Hugo Motta quer dialogar com Lula

Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Hugo Motta, Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e presidente do Senado Federal, Senador Davi Alcolumbre, em encontro no Palácio do Planalto, Brasília, DF (3/2/2025) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ele explicou que as indicações feitas por deputados viabilizam a chegada de serviços e obras do governo federal às cidades, fortalecendo setores como saúde pública, SUS, educação e assistência social. Segundo Motta, interromper os repasses significa impedir que esses benefícios alcancem a ponta, prejudicando os cidadãos.

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O presidente da Câmara pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do tema. Sua intenção é mostrar que certas manifestações públicas de ministros são interpretadas como tentativas de pressão sobre o Congresso, dificultando a construção de alianças para aprovar matérias de interesse do governo.

Na quarta-feira, 8, a Câmara retirou da pauta a votação da MP 1.303, que perderia validade. Com a não aprovação da medida, que pretendia aumentar a arrecadação do IOF, o governo Lula deve enfrentar uma frustração de R$ 17 bilhões em receitas, agravando as dificuldades no Orçamento federal.

2 comentários
  1. Ivan Sérgio de Paula lima
    Ivan Sérgio de Paula lima

    Prafraseando Tarcísio: Tenha vergonha Taxade!

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