Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal (DF), confirmou a Oeste que pediu mais informações a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, com o objetivo de defender a aquisição do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
Segundo Ibaneis, não há “nada mais natural do que querer informações, mesmo que superficiais, sobre uma operação de compra de parte de um banco privado”.
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A Polícia Federal (PF) prendeu o ex-presidente do BRB na manhã desta quinta-feira, 16, em Brasília, durante nova fase da Operação Compliance Zero.
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Em nota, a defesa do ex-governador do DF afirmou que o diálogo entre Daniel Vorcaro e o então presidente do BRB apenas confirma o que já vinha sendo sustentado desde o início. Segundo os advogados, “Ibaneis não acompanhou, não pressionou nem teve qualquer ingerência nas operações realizadas pelas instituições financeiras, tendo garantido autonomia plena à área técnica do banco”.
Os advogados ainda argumentam que, se houvesse participação direta do então chefe do Executivo nas negociações, “não faria sentido a solicitação de uma nota técnica para esclarecimento dos fatos ao próprio governador”.
O posicionamento foi assinado por Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay Freiria, Liliane de Carvalho Gabriel, Álvaro Chaves e Ananda França de Almeida, do escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados.

A prisão do ex-presidente do BRB por suspeita de envolvimento com Master
Paulo Henrique Costa está em custódia por suspeita de descumprir regras de governança e autorizar operações sem lastro com o Banco Master. Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, nesta quinta-feira.
O executivo assumiu o comando do BRB em 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, e liderou a tentativa de aquisição do Master pela instituição. Em novembro, a Justiça o afastou do cargo na primeira etapa da operação.
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O caso envolve suspeitas de fraudes na compra de carteiras de crédito consignado sem lastro, avaliadas em R$ 12,2 bilhões, pelo BRB. A PF apura se Costa teve envolvimento na suposta falsificação de documentos, depois da aquisição das carteiras do Master pelo banco estatal, para justificar uma ausência de irregularidades.
Há também suspeitas sobre a participação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, e de sócios na compra de ações do BRB por meio de fundos administrados pela gestora Reag.
Os advogados de Costa argumentam na PF que sua atuação foi exclusivamente técnica e que ele pode ajudar não só no esclarecimento das operações do BRB, mas também em outras investigações que venham a ocorrer.





































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