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Política

Gestão do IBGE pressiona sindicato a retirar sigla do nome

A direção da entidade considera a medida uma represália e a classifica como antissindical

O economista Marcio Pochmann, presidente do IBGE - Crédito:CELSO JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:21335
Pivô de crise entre gestão Pochmann e servidores é a criação da fundação IBGE+ | Foto: Celso Júnior/Estadão Conteúdo/AE

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística (Assibge) denunciou, nesta quinta-feira, 23, uma tentativa da direção do órgão de obrigá-lo a alterar seu nome, removendo a sigla IBGE. O caso acontece em meio à crise entre os servidores da instituição e o presidente do instituto, Marcio Pochmann.

A Assibge atua como representante da categoria. De acordo com a entidade, o pedido para alteração de nome chegou por meio de uma notificação extrajudicial. Quem assina o documento é o procurador-chefe do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Carlos Alberto Pires de Carvalho Albuquerque Junior.

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Ainda de acordo com o sindicato, o documento atribuía o pedido a Pochmann, mas sem sua assinatura. A justificativa do instituto é a de que a sigla da entidade não condiz com as atividades descritas no seu nome. Para o procurador-chefe, a Assibge atua nacionalmente, representando trabalhadores de diversas instituições, e não apenas do IBGE.

Leia mais: “Alto escalão de servidores do IBGE elabora carta aberta contra Pochmann”

“Como se verifica, a atuação da Assibge não se circunscreve ao IBGE, estando qualificado como sindicato nacional, e atuando na defesa de toda uma categoria de servidores”, diz o pedido.

Sindicato classifica ação do IBGE como antissindical

A direção do sindicato considera a medida uma represália e a classifica como antissindical. Segundo a Assibge, a manifestação do instituto foi uma resposta a questionamentos da deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) depois de uma audiência pública realizada em dezembro.

A parlamentar questionou a criação da fundação de direito privado de nome IBGE+, alvo de críticas por parte dos servidores. A criação desse novo órgão é o ponto principal de desgaste entre a gestão Pochmann e os servidores.

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O “IBGE paralelo”, como está sendo apelidado pelos trabalhadores, deverá ser usado para fazer parcerias, acordos, contratos e convênios com órgãos públicos ou privados, nacionais ou estrangeiros.

O questionamento de Sâmia era se havia irregularidade no uso da sigla IBGE pela nova fundação. O documento assinado pelo procurador-chefe defende que nesse caso não, mas que haveria ilicitude no seu uso pelo sindicato.

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1 comentário
  1. Vitor Jr
    Vitor Jr

    Separa o “Ass” do ibge e já dá pra entender a referência kkkk…………..

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