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Imposto digital só passa com engajamento de Bolsonaro

Resistência no Congresso a tributo digital sugerido por Guedes pode ser diluída se Bolsonaro defender a proposta
DF - CORONAVÍRUS/BOLSONARO/AUXÍLIO - POLÍTICA - O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo   Guedes (d),  anunciam nesta quarta-feira (1º) a sanção da lei que cria o   auxílio mensal de R$ 600 para trabalhadores informais, no Palácio do   Planalto, em Brasília.   13/03/2020 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
DF - CORONAVÍRUS/BOLSONARO/AUXÍLIO - POLÍTICA - O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes (d), anunciam nesta quarta-feira (1º) a sanção da lei que cria o auxílio mensal de R$ 600 para trabalhadores informais, no Palácio do Planalto, em Brasília. 13/03/2020 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Resistência no Congresso a tributo digital sugerido por Guedes pode ser diluída se Bolsonaro defender a proposta

Bolsonaro vai ter que virar o “garoto propaganda” do novo tributo se governo quiser emplacar a proposta, dizem lideranças partidárias | Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defende com unhas e dentes a aprovação de seu imposto sobre transações digitais. Mas sua aprovação é vista, hoje, como improvável. Para lideranças partidárias na Câmara e no Senado, a proposta só passa se o próprio presidente Jair Bolsonaro se engajar. E no Palácio do Planalto, não é o que se sinaliza.

Na Câmara e no Senado, parlamentares comentam que, para aprovar o imposto almejado por Guedes, Bolsonaro terá que ser o “garoto propaganda” da proposta. “É ele quem tem a popularidade e os votos, não o Guedes”, alerta uma liderança no Congresso. “E não acho que ele vai defender o imposto”, alega um vice-líder do Centrão.

A leitura não é diferente no Planalto. Interlocutores governistas reconhecem que é difícil imaginar Bolsonaro defendendo o imposto sobre transações digitais, principalmente por ser taxado como “nova CPMF”, a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF).

Um dos motivos que levam interlocutores do governo a acreditar que Bolsonaro não defenderá a proposta são falas do próprio presidente da República. No domingo, 2, ele não se mostrou contrário à ideia, mas também não a defendeu. “Se o povo não quiser, não vou falar nem do Parlamento, porque nós e o Parlamento somos subordinados ao povo”, declarou Bolsonaro.

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