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Política

Deputado quer responsabilizar bancos por transações com sites de apostas ilegais

Proposta de Kim Kataguiri (União-SP) altera a legislação sobre sanções a instituições supervisionadas pelo Banco Central

Parlamentar do União Brasil aponta omissão de instituições financeiras em operações com plataformas clandestinas | Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
Parlamentar do União Brasil aponta omissão de instituições financeiras em operações com plataformas clandestinas | Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) protocolou um projeto de lei para responsabilizar bancos, instituições financeiras e integrantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro por negligência, omissão ou envolvimento em transações relacionadas a jogos de azar ilegais e organizações criminosas.

Apostas ilegais na mira de Kim Kataguiri

A proposta altera a legislação que regula as sanções administrativas aplicáveis às instituições supervisionadas pelo Banco Central. O texto inclui um inciso que obriga essas instituições a identificar, denunciar e mitigar riscos ligados a transações financeiras suspeitas. O descumprimento dessa obrigação pode resultar em sanções.

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“Apesar da lei sancionada em 2023 proibir apostas ilegais, a falta de fiscalização mantém o sistema vulnerável”, afirmou o deputado. “O projeto fecha essa brecha e fortalece o combate à lavagem de dinheiro.”

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A iniciativa surgiu em razão de denúncias de que ao menos oito instituições financeiras operam com sites ilegais. Entre elas está o Fitbank, que tem o JP Morgan como sócio e teria intermediado pagamentos para sete plataformas clandestinas voltadas a apostas on-line.

CPI das Bets

Atualmente, o Senado Federal sinaliza que vai investigar as grandes casas de aposta na CPI das Bets. No entanto, nenhum requerimento para convocação dos donos dessas empresas foi votado até o momento. A CPI concentra-se em influenciadores digitais e ignora o papel das instituições financeiras e dos operadores de pagamento.

Essa discrepância levanta dúvidas sobre a efetividade e a real intenção do Congresso no combate ao problema.

Leia também: “A ruína do consórcio”, reportagem publicada na Edição 270 da Revista Oeste

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