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• Entrou em vigor um novo tarifaço comercial dos Estados Unidos, que impõe uma taxa adicional de 25% sobre diversas importações brasileiras;
• Situação pode resultar em perdas de até US$ 11 bilhões nas vendas ao mercado norte-americano;
• O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pelo PL, criticou o governo federal; e
• O parlamentar responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo fracasso nas negociações.
No dia em que o novo tarifaço comercial dos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros entrou em vigor, nesta quarta-feira, 22, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, criticou o governo federal. Ele prometeu que continuará trabalhando com a Casa Branca para reverter a taxação.
Em mensagem publicada em sua conta oficial no X, Flávio lamentou a aplicação das tarifas adicionais de 25% sobre parte das importações brasileiras aos EUA. A medida incide sobre diversos produtos exportados pelo país e tem potencial de causar perdas de até US$ 11 bilhões nas vendas ao mercado norte-americano.
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“Depois de muita provocação e esforço do governo brasileiro, hoje começou a valer um novo tarifaço contra o Brasil”, escreveu Flávio, responsabilizando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo fracasso nas negociações com o líder dos EUA, Donald Trump. “Infelizmente, Lula cavou esse pênalti.”
“Podem ter certeza de que, da mesma forma que mobilizei todas as minhas forças e fui de porta em porta tentando evitar isso, vou fazer o mesmo em 2027”, prosseguiu o pré-candidato do PL.
“Eu ainda não desisti de reverter essas tarifas”, completou Flávio. “Tenho plena convicção de que, no ano que vem, com um novo governo, o Brasil consegue superar essas tarifas e criar um relacionamento mais virtuoso com os Estados Unidos, com menos entraves e mais prosperidade para os brasileiros.”
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O tarifaço
A decisão é do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu uma investigação aberta com base na Seção 301, da Lei de Comércio de 1974. Segundo o governo norte-americano, o Brasil mantém práticas comerciais consideradas desleais em temas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, políticas relacionadas ao Pix e ações de combate ao desmatamento.
A sobretaxa definida pelo USTR vale para as mercadorias importadas ou retiradas de armazéns para consumo a partir desta quarta-feira. Produtos embarcados antes do início da vigência ficarão dispensados da cobrança extra, desde que cheguem aos EUA até 29 de julho.
A nova tarifa será cobrada além das alíquotas de importação já existentes. Na prática, um produto que atualmente paga 5% de imposto passará a recolher 30% para ingressar no mercado norte-americano.
Apesar do endurecimento da política comercial, Washington excluiu mais de 2,1 mil produtos da lista atingida. A medida busca reduzir impactos sobre a economia dos EUA e evitar interrupções em cadeias de suprimentos consideradas estratégicas.
Entre os itens isentos, estão alguns dos principais produtos de exportação brasileira, como carne bovina, café, laranja e suco de laranja, petróleo bruto e derivados, aeronaves civis, motores e peças para aviões, além de computadores, celulares, semicondutores, vacinas, insulina, fertilizantes e minério de ferro.
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