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Política

Lula defende aumento do IOF e critica Congresso: 'Não dá para ceder toda hora'

'Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco', alega o presidente

Lula tem se dedicado mais à agenda internacional e acumulou mais de 100 dias fora do país desde o início do mandatos | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Lula tem se dedicado mais à agenda internacional e acumulou mais de 100 dias fora do país desde o início do mandatos | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento do IOF e elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista ao podcast Mano a Mano, divulgada na madrugada desta quinta-feira, 19. Em meio às críticas do Congresso e do mercado financeiro, o chefe do Executivo classificou a medida como justa.

“Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco”, afirmou Lula. “As bets ganham bilhões e não querem pagar. As fintechs hoje são quase bancos e também não querem pagar. Essas brigas temos de fazer.”

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O presidente destacou que a proposta de Haddad visa a aumentar a carga tributária sobre plataformas de apostas on-line, fintechs e outros segmentos. O objetivo é equilibrar as contas públicas sem reduzir despesas. “O IOF do Haddad não tem nada demais”, resumiu.

Apesar das alternativas sugeridas pelo governo, como uma alta mais moderada no IOF e o fim de isenções no Imposto de Renda sobre LCIs e LCAs, a proposta sofreu revés na Câmara. Por 346 votos a 97, os deputados aprovaram a tramitação acelerada de um projeto que anula as alterações feitas no imposto.

Durante a conversa com o rapper Mano Brown, aliado declarado do petista, Lula voltou a dizer que herdou um país em ruínas. Comparou a situação encontrada ao assumir o Planalto com o cenário de destruição na Faixa de Gaza. “De vez em quando, olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos”, observou. “Foi uma destruição proposital.”

Números: governo Lula versus governo Bolsonaro

📈 PIB: Bolsonaro entregou um crescimento acumulado de 8,7%, com recuperação em 2021 (+5%). Lula mantém ritmo mais lento, com 2,9% em 2023 e projeções próximas de 2% até 2025.

💸 Dívida pública: caiu de 87% para 73,5% do PIB no fim do governo Bolsonaro. Com Lula, voltou a subir e já passa dos 77%.

💵 Câmbio: o dólar fechou 2022 em queda e abaixo de R$ 5. Sob Lula, voltou a subir com incertezas fiscais (R$ 5,49).

5 comentários
  1. Almicre Piovezan
    Almicre Piovezan

    O país ladeira abaixo e o presidente vem com uma conversa mole dessas.

  2. Alex Mello de Mendonça
    Alex Mello de Mendonça

    Engraçado ele falar “Não dá pra ceder toda hora” como se já não tivesse aumentado imposto o bastante!

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