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Política

Lula gasta R$ 44 milhões em viagens internacionais

Gastos com hotelaria e aluguel de frotas dominam as despesas da Presidência no exterior em 2025

janja lula e militares - viagem - avião - desembarque
Diante de militares, casal Janja & Lula desembarca de avião durante uma das inúmeras viagens feitas desde janeiro de 2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Palácio do Planalto destinou R$ 44,4 milhões para financiar as andanças internacionais de Lula em 2025. Segundo levantamento do site Poder360, o montante custeou 16 incursões oficiais que incluíram visitas de Estado e participações em fóruns globais, marcando o retorno de uma agenda externa agressiva do petista. O presidente acumulou 50 dias em solo estrangeiro, percorrendo 19 nações ao longo do ano. Embora as passagens pela Ásia tenham sido as mais longas, a estadia de apenas seis dias na França sagrou-se como a mais onerosa para o contribuinte, atingindo a cifra de R$ 12,06 milhões.

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As despesas com hospedagem de alto padrão e a contratação de veículos exclusivos consumiram a maior parte da verba pública. A fatura dos hotéis alcançou R$ 18,8 milhões, enquanto a logística com frotas de luxo e serviços correlatos somou R$ 20,5 milhões. Esses dois itens sozinhos representam quase 90% de todo o custo da comitiva presidencial em 2025. Destinos como Rússia, China e a sede da Organização das Nações Unidas em Nova York também figuram no topo da lista de gastos, com despesas que variaram entre R$ 6,7 milhões e R$ 8,6 milhões por evento.

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A sombra de Janja nas agendas internacionais

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, exibiu uma frequência em viagens internacionais ainda superior à do chefe do Executivo. Ela contabilizou 54 dias fora do Brasil em nove missões diferentes, algumas realizadas sem a presença do marido. Apesar da intensa movimentação da esposa do presidente, o governo federal evita o detalhamento completo desses custos nos relatórios de transparência. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social justificou o pagamento de passagens para Roma sob a rubrica de “colaboradora eventual”, negando o desembolso de diárias ou gastos com segurança pela pasta.

A concentração de gastos em capitais europeias e americanas coloca a austeridade do governo sob forte suspeita. O uso intensivo de recursos para garantir o conforto da comitiva em hotéis cinco estrelas e frotas privadas destoa das promessas de controle fiscal feitas pela equipe econômica em Brasília. Enquanto o Itamaraty defende a relevância das missões para a projeção do país, a natureza das despesas — focada majoritariamente em logística e acomodação — reforça as críticas sobre o custo de manutenção da imagem presidencial no cenário global.

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