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Política

Lula se reúne com Julian Assange, fundador do WikiLeaks, em Roma

Encontro não constava na agenda oficial do presidente

Lula em encontro com Julian Assange, fundador do WikiLeaks, em Roma | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula em encontro com Julian Assange, fundador do WikiLeaks, em Roma | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou, na última sexta-feira, 25, em Roma, com o jornalista e programador Julian Assange, fundador do WikiLeaks. O encontro, revelado posteriormente pelo próprio presidente em suas redes sociais, não constava na agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto para a visita à capital italiana.

No anúncio feito nesta segunda-feira, 28, Lula afirmou que a reunião abordou temas ligados à proteção dos direitos fundamentais. “Comentamos sobre [sic] o engajamento do papa Francisco em favor da causa da liberdade de expressão e de defesa da democracia”, escreveu o presidente.

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Segundo Lula, a campanha internacional pela libertação de Assange foi impulsionada depois que o papa Francisco recebeu a família do ativista, em 2023. “Foi a partir da audiência concedida pelo papa à mulher e aos filhos de Assange, em 2023, que a campanha pela libertação do jornalista ganhou novo ímpeto”, relatou o petista.

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Durante o encontro, Lula destacou sua surpresa com o estado de saúde de Assange e com o processo de retomada de sua carreira e de vida pessoal. “Fiquei muito feliz em constatar que Assange está bem de saúde e está reconstruindo a sua vida familiar e profissional”, afirmou.

Ao final da mensagem, Lula exaltou a trajetória do fundador do WikiLeaks e destacou seu papel na luta por transparência e garantias fundamentais. “Ele é um exemplo para todos que atuam em defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos”, declarou.

Lula esteve em Roma para participar do funeral do papa Francisco, realizado no Vaticano. A cerimônia reuniu chefes de Estado, líderes religiosos e autoridades de todo o mundo para prestar as últimas homenagens ao pontífice.

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Quem é Julian Assange, criador do WikiLeaks

Julian Assange é jornalista e programador australiano que se tornou mundialmente conhecido como fundador do WikiLeaks, uma plataforma criada em 2006 para divulgar documentos secretos e denúncias de interesse público.

A proposta do site era oferecer um espaço seguro para que informantes anônimos pudessem compartilhar informações sensíveis e expor abusos de governos e grandes corporações. Desde o início, o WikiLeaks se destacou por sua atuação disruptiva e pelo compromisso declarado com a transparência.

O auge da notoriedade do WikiLeaks ocorreu entre 2010 e 2011, quando a plataforma publicou uma série de documentos sigilosos do governo dos Estados Unidos. Entre eles, estavam o “Collateral Murder” — um vídeo que mostrava um ataque aéreo norte-americano que matou civis no Iraque. O impacto dessas revelações foi imenso e gerou repercussão internacional.

Depois dessas publicações, Assange passou a enfrentar pressão judicial. Em 2010, ele foi alvo de um pedido de extradição da Suécia, o que ele afirmava se tratar de uma manobra para entregá-lo aos Estados Unidos. Para evitar a extradição, em 2012, Assange se refugiou na Embaixada do Equador em Londres.

Em 2019, o governo equatoriano retirou o asilo diplomático de Assange e permitiu que ele fosse preso pela polícia britânica. Posteriormente, ele passou a responder a um pedido de extradição dos Estados Unidos, onde é acusado de crimes relacionados à publicação dos documentos secretos, bem como uma suposta conspiração para obtenção de informações sigilosas.

Durante o período em que esteve preso, a campanha internacional pela libertação de Assange ganhou força e contou com o apoio de organizações de direitos humanos, jornalistas e até chefes de Estado. Hoje, depois de anos de conflitos judiciais e diplomáticos, Assange busca reconstruir sua vida pessoal e profissional.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. ROGERIO RIBEIRO
    ROGERIO RIBEIRO

    É impossível não fazermos uma comparação com os jornalistas brasileiros e condenados pelo “Partido” aqui no Brasil. Nota-se que quando o interesse é do Sistema, as falas são bem diferentes para um jornalista que denuncia as entranhas do governo.

  2. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Ué, com tantos chefes de estado presentes, o único encontro importante do lula foi com esse Assange? Aliás, foi solenemente ignorado por Trump. Zelenski, Macron e outros mais. Isso depois de participar de um circo de idiotas brasileiro!!!!! É um imbecil. Como o Maduro, nem o Putin, nem o cara lâ da Nicarágua foram, ele foi ignorado.. kkkkkk

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