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Política

Lula, sobre oposicionista não poder concorrer à eleição na Venezuela: 'Grave'

Presidente também minimizou o fato de María Corina Machado não ter podido disputar o Palácio de Miraflores contra a ditadura chavista

maría corina machado
A ex-deputada María Corina Machado ao lado de sua substituta na eleição, Corina Yoris - 22/03/2024 | Foto: Divulgação/María Corina Machado

O presidente Lula disse, nesta quinta-feira, 28, que é “grave” o fato de a candidata Corina Yoris, da direita, não ter conseguido se inscrever na disputa pela Presidência contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Agora, é grave que a candidata não possa ter sido registrada”, disse, durante coletiva de imprensa depois de recepcionar o presidente da França, Emmanuel Macron. “Não foi proibida pela Justiça. Parece-me que ela se dirigiu até o lugar e tentou acesso ao computador do local, ma não conseguiu entrar. Então, foi uma coisa que causou prejuízo.”

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venezuelanos ditadura
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro (esq), e o presidente Lula (dir), durante recepção ao chavista, no Palácio do Planalto – 29/05/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Trata-se da primeira vez que o petista sobe o tom, publicamente, sobre a eleição na Venezuela. Na terça-feira 26, o governo brasileiro informou que “acompanha com expectativa e preocupação o desenrolar do processo eleitoral na Venezuela”.

A ditadura rebateu a diplomacia brasileira ao acusar o Itamaraty de fazer “comentários carregados de profundo desconhecimento e ignorância sobre a realidade política na Venezuela”. Além disso, o regime chavista disse repudiar “a declaração cinzenta e intrometida, redigida por funcionários do Itamaraty, que parece ter sido ditada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos”.

Lula voltou a minimizar impedimento de María Corina na Venezuela

Ao mesmo tempo que opinou negativamente sobre o processo eleitoral na Venezuela, o petista voltou a minimizar o fato de a ex-deputada María Corina Machado ter sido proibida pelo “TSE” da Venezuela de concorrer à Presidência. “O fato de uma candidata não poder disputar a eleição não era um agravante”, disse. “Aqui, no Brasil, eu fui proibido de disputar, quando era líder em todas as pesquisas eleitorais. Indiquei o Haddad. Perdemos. Mas faz parte.”

Sobre a Corina Yoris, Lula disse que achou “positivo” María Corina tê-la escolhido. Corina, contudo, não conseguiu se cadastrar na Justiça Eleitoral daquele país, por problemas técnicos aos quais ela atribuiu à ditadura chavista.

Leia também: “O naufrágio de Lula”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 209 da Revista Oeste

5 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Sigo esperançoso no sucesso do bravo Millei e na derrocada de Putin (e que afunde junto com sua PF, seu STF e seu exército particular).
    As redes sociais e a coragem de protestar de cidadãos russos estão fazendo a diferença. Quem sabe o brasileiro acorde e possa provar que não tem sangue de barata.

  2. Christian
    Christian

    Lagrimas de Crocodilo.
    Este projeto de ditador não merece o ar que respira.

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