Uma pesquisa nacional divulgada neste sábado, 31, pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que 44,3% dos brasileiros sentiram uma piora na segurança pública durante o governo Lula da Silva. O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas e aponta que a percepção negativa sobre o tema ganhou força entre a população.
O levantamento indicou que apenas 20% dos entrevistados afirmaram que a segurança melhorou com a atual gestão. Outros 32,4% consideraram que a situação permaneceu igual. Isso sugere uma divisão de opinião sobre o desempenho do governo nessa área crucial da administração pública.
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Lula: principal preocupação eleitoral
A pesquisa identificou assim a segurança pública como o setor com maior índice de percepção de piora entre os brasileiros. A avaliação negativa supera a soma de opiniões que percebem estabilização ou melhora, sinalizando desgaste do governo no tema.
Especialistas ouvidos nos bastidores da divulgação destacam que o aumento da sensação de insegurança pode refletir a intensificação de episódios de violência em diferentes regiões do país, além de impactos de operações policiais de grande repercussão.
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Embora a pesquisa tenha capturado a opinião pública em janeiro, indicadores anteriores já apontavam preocupações semelhantes entre eleitores, o que sugere tendência de insatisfação contínua nesse campo da administração pública.
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O levantamento também abordou outras áreas, como saúde pública e situação econômica familiar. Nesses setores, a avaliação da população se mostrou menos polarizada. A saúde recebeu respostas mistas sobre melhora e piora, enquanto a situação financeira familiar foi vista como estável por uma parte dos entrevistados.
Outro destaque foi a percepção de avanços na assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade, principalmente entre aqueles que dependem de programas sociais. O dado reflete a política assistencialista do governo como instrumento de sua tática eleitoral.
A pesquisa também apontou diferenças regionais na percepção sobre segurança e outras políticas públicas. Regiões do Sul e Sudeste, por exemplo, tendem a registrar maior insatisfação com a segurança pública, enquanto no Nordeste a percepção de melhora em áreas sociais foi mais pronunciada.
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