Mandetta está próximo de deixar o Ministério da Saúde

Presidente já tomou sua decisão, mas Bolsonaro aguarda melhor momento político para anunciar saída de ministro. Osmar Terra é o mais bem cotado para a vaga
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Mandetta não acatou recomendação de entidade médica | Foto: Marcos Corrêa/PR
Mandetta não acatou recomendação de entidade médica | Foto: Marcos Corrêa/PR

Presidente já tomou a decisão, mas aguarda o melhor momento político para anunciar saída do ministro. Osmar Terra é o mais bem cotado para a vaga

Mandetta é tido como homem fora do governo | Foto: Marcos Corrêa/PR
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Se depender exclusivamente da vontade do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deve deixar o ministério em breve. Entretanto, Bolsonaro pretende esperar o melhor momento político para anunciar a medida.

Integrantes do governo admitiram a Oeste, em caráter reservado, que a saída de Mandetta agora é uma questão de tempo. O presidente, porém, ainda acredita que possa vir de seu ministro uma carta de desligamento do governo. Nesta segunda-feira, 6, Mandetta foi chamado ao Palácio do Planalto para uma conversa com Bolsonaro. O resultado do encontro ainda não foi divulgado.

Outra questão, ainda em análise pelo presidente, é a repercussão política do ato. Líderes da Câmara e do Senado já deram indicações de que podem retaliar o presidente durante a crise do coronavírus caso ele assine a exoneração do ministro da Saúde. E tudo o que o presidente não almeja neste instante é mais uma disputa entre Presidência, Câmara e Senado.

Além disso, Bolsonaro deve avaliar as manifestações de sua base a favor ou contra a demissão de Mandetta, sobretudo nas redes sociais. Independentemente do ato de desligamento ou exoneração, o presidente já estuda mudanças no ministério. Nomes como a cientista Nise Yamaguchi, diretora  do Instituto Avanços em Medicina, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, e o ex-ministro e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) são tidos como possíveis substitutos de Mandetta.

Desde a semana passada, Bolsonaro vem emitindo sinais de descontentamento com seu ministro da Saúde. Os dois discordam, principalmente, em dois pontos. A política de isolamento vertical (apenas para grupos de risco) e a aplicação da cloroquina em pacientes precoces. O presidente é a favor das duas medidas; Mandetta, contra.

No último domingo, 5, Bolsonaro afirmou a correligionários que a “hora vai chegar” para alguns membros do governo. “Algumas pessoas no meu governo, algo subiu à cabeça delas. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Fazem provocações. Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles.”

Já nesta segunda-feira, Bolsonaro teve um almoço com o ex-ministro da Cidadania, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Augusto Heleno, o ministro da Secretaria do Governo, general Luiz Eduardo Ramos, entre outros integrantes da cúpula do governo. A reunião tinha como objetivo políticas de combate à covid-19.

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