O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou, na quarta-feira 21, que a Corte não deve analisar o caso do Banco Master. A declaração ocorreu em entrevista ao SBT News.
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Segundo ele, a investigação deveria permanecer na primeira instância. Marco Aurélio lembrou práticas adotadas no STF nos anos 1990. Naquele período, o tribunal separava os autos quando havia autoridade com foro. “Quando havia um inquérito envolvendo um detentor de foro privilegiado, a gente desmembrava e mandava uma cópia para o cidadão responder no foro competente”, explicou.
Questionamentos e efeitos políticos
O ex-ministro afirmou que a condução do caso pode afetar a imagem do Supremo. Para ele, a ampliação de competência gera críticas públicas. Marco Aurélio citou a possibilidade de reações no Congresso.
“Eu ando nas ruas e as pessoas lamentam a postura do STF”, afirmou. “Minha tristeza é absoluta.” Em seguida, o ex-magistrado ainda afirmou que vê a possibilidade de impeachment como uma “tentativa de correção de rumos”.
Na entrevista, Marco Aurélio também recordou episódio de 1997. Na ocasião, declarou impedimento para julgar a inabilitação política do ex-presidente Fernando Collor de Mello, seu primo. Ele citou um princípio de conduta no exercício do cargo.
“Quando o ex-presidente Collor sofreu o impeachment, ele me chamou. Eu atendi, mas disse ao presidente do Supremo à época que não iria participar da votação sobre o processo dele”, afirmou. “Eu acredito que um ministro do STF tem que ser como a mulher de Júlio César: ‘Não basta ser, tem que parecer’.”
Toffoli e Master no STF
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. O banco é alvo de apuração por suspeita de fraudes financeiras. Em dezembro, o ministro Dias Toffoli assumiu o inquérito no STF. A mudança ocorreu depois de pedido da defesa para a remessa do caso à Corte.
A condução da apuração gerou questionamentos internos. Um ponto envolve um resort em Ribeirão Claro, no Paraná. O empreendimento liga investigados a familiares de Toffoli.
Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, os irmãos do ministro José Carlos e José Eugênio integraram a sociedade do resort Tayayá. A participação ocorreu entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2025, por meio da Maridt Participações.
Em 2021, parte da fatia passou a um fundo de investimentos. A apuração do Estadão aponta Fabiano Zettel como dono do fundo. Ele é cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Leia também: “Irmão de Toffoli deu procuração para advogado da J&F representá-lo em reuniões do Tayayá”





































MA deixou o STF soltando quem não devia , agora o discurso é outro …
Não existe “ex-ministro” do STF, mas sim ministro aposentado do STF. Corrijam aí.
Sem nenhuma dúvida o inquérito deveria estar na primeira que constatado crimes de algum ministro do STF deve encaminhá-lo ao PGR que o envia ao Senado Federal qual presidido pelo Presidente do STF (algo absurdo e inaceitável) processa e julga sendo necessário 2/3 dos votos para condenação .. como já vimos da PGR só sai porrada no lombo de adversários do bando no poder e do atual Senado nenhum processo será tocado como publicamente declarou o presidente ALL CALumbre … quem sabe o Senado eleito este ano faça isto ano que vem … e haja lixo debaixo dos tapetes !!!