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Política

Defesa de general envolvido em suposta trama golpista pede prisão domiciliar

Militar faria parte do que a PGR viu como plano para assassinar autoridades, entre elas, Alexandre de Moraes e o presidente Lula

8 de janeiro; alexandre de moraes
O ministro do STF Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária no STF — 13/3/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Nesta segunda-feira, 1°, a defesa do general da reserva Mário Fernandes, réu por suposta tentativa de golpe de Estado, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar.

No documento, os advogados afirmam que Fernandes não participou de reuniões que discutiram a chamada “minuta do golpe”, peça apontada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como indício do que seria um plano de ruptura institucional.

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Conforme a defesa, também não houve nenhum envolvimento dele no “plano” Punhal Verde e Amarelo, que não teria sequer sido apresentado a alguém.

Ainda de acordo com a defesa, a situação de Fernandes é semelhante à do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aguarda o julgamento em casa. “Em atenção ao princípio da igualdade, impõe-se a revogação da prisão preventiva, com a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão ou mesmo a domiciliar”, escreveram.

Outros pedidos de Mário Fernandes

mário fernandes
O general da reserva Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, durante audiência em comissão da Câmara | Foto: Reprodução

Na peça, a defesa ressalta que a instrução processual já foi finalizada e, por isso, pediu que o agravo regimental interposto seja levado a julgamento pela 1ª Turma do STF, com direito a sustentação oral.

Caso o pedido seja negado, os advogados requereram autorização para o uso de computador e celular na unidade prisional, a fim de elaborar as alegações finais.

Fernandes é apontado na denúncia da PGR como integrante da organização criminosa que teria atuado para tentar reverter o resultado das eleições de 2022.

O general, contudo, nega participação em qualquer plano para romper a ordem democrática.

Leia também: “Perdulário e populista”, artigo publicado na Edição 284 da Revista Oeste

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