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Política

Mauro Cid pede baixa do Exército durante julgamento no STF

Advogados afirmam que militar não tem condições psicológicas de permanecer nas Forças Armadas

O tenente-coronel Mauro Cid: segundo a sua defesa, delação teve um 'alto custo' psicológico | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O tenente-coronel Mauro Cid: segundo a sua defesa, delação teve um 'alto custo' psicológico | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O tenente-coronel Mauro Cid, delator e réu no processo sobre a suposta tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, solicitou a baixa do Exército. A defesa jurídica do militar confirmou a informação no primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a suposta trama golpista, nesta terça-feira, 2.

A manifestação dos advogados de Cid abriu a fase das sustentações orais. O delator foi o primeiro a firmar acordo de colaboração no caso. Em seguida, falarão as defesas de outros sete acusados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Mauro Cid vive “processo traumático”, dizem advogados

Mauro Cid
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante seu depoimento à CPI do DF — 24/08/2023 | Foto: Câmara Legislativa do Distrito Federal

Segundo o advogado Jair Alves Ferreira, a solicitação ocorreu porque Cid “não tem mais condições psicológicas de continuar como militar”, diz reportagem do site g1. O oficial afirmou a interlocutores que considerou o acordo de delação um “processo traumático”, por envolver não apenas Bolsonaro, mas também generais de alta patente, como Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa) e antigos colegas de farda.

Leia também: “A fraude exposta”, reportagem especial publicada na Edição 285 da Revista Oeste 

Durante as alegações finais, a defesa destacou que a colaboração teve um alto custo para Cid, que passou a enfrentar isolamento dentro da corporação, recebendo o tratamento de “traidor’. Os advogados sustentaram, no entanto, que a delação foi determinante para expor elementos centrais da hipotética tentativa de golpe. O pedido de desligamento das Forças Armadas foi apresentado há cerca de um mês e ainda aguarda decisão.

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5 comentários
  1. Valtair Lacerda de Souza o
    Valtair Lacerda de Souza o

    Apenas mais uma vagabundagem, ele sabe como funciona, militar respondendo inquérito não pode pedir baixa. Se não fica fácil demais né

  2. Cleber Romer
    Cleber Romer

    militar coió de pito…arregão! mesmo que houvesse qualquer tentativa o militar deve estar preparada pra pressão…envergonhou a farda!

  3. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    Carta de um Brigadeiro
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

  4. Ana Cláudia Chaves da Silva
    Ana Cláudia Chaves da Silva

    Ele não é só um traidor, é um grande mentiroso e covarde.

  5. Paulo Roberto Taveira
    Paulo Roberto Taveira

    Este sujeito comparado ao civil que foi tratado pior do q ele e não delatou, é uma vergonha. Não viesse de onde vem, o exército, que desde Deodoro envergonha o país e perpetrou males imensos à nação. Esta força deveria ser recriada com os princípios de Caxias, ou ser extinta. Seria melhor para o Brasil.

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