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Política

Médicos vão avaliar procedimento para conter soluços de Bolsonaro

A possibilidade de executar a intervenção está prevista para a próxima segunda-feira, 29

Cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durou mais de três horas | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixa o hospital DF Star, em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A equipe médica que cuida da saúde de Jair Bolsonaro (PL) avalia se será necessário um procedimento para conter os soluços frequentes do ex-presidente. A possibilidade de executar a intervenção está prevista para a próxima segunda-feira, 29, a depender da resposta ao tratamento clínico. Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, a decisão depende da evolução do quadro.

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O bloqueio do nervo chegou a ser considerado inicialmente. Contudo, os especialistas notaram que os soluços podem estar associados a um trombo digestivo, além de esofagite severa, gastrite e refluxo. Por ser um método invasivo, os médicos resolveram esperar e priorizar terapias menos agressivas. 

“Se podemos resolver de forma clínica, é mais seguro”, explicou o cardiologista. “Essa é a preocupação agora. Vamos ver como é a evolução clínica dele.”

O incômodo causado pelo soluço preocupa os médicos, pois provoca fadiga, dificulta o sono e compromete a recuperação do pós-operatório. “Ele está sendo praticamente agredido pelo soluço”, relatou Caiado.

Detalhes da cirurgia e recuperação de Bolsonaro

Bolsonaro passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral nesta quinta-feira, 25. O procedimento, realizado no Hospital DF Star, em Brasília, levou mais de três horas. O ex-presidente encontra-se acordado, em recuperação no quarto. A estimativa é de cinco dias para o restabelecimento completo, período em que deverá retomar atividades básicas como higiene pessoal e alimentação.

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A hérnia localizada à esquerda estava em estágio inicial, mas, sem intervenção, evoluiria para quadro semelhante ao lado direito, que já apresentava piora. A intervenção foi realizada por via aberta, abordagem tradicional que envolve cortes maiores e acesso direto à região. O procedimento é diferente da videolaparoscopia, que utiliza pequenas incisões e câmera.

Leia mais: “A aposta de Bolsonaro”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 300 da Revista Oeste

Apesar de a videolaparoscopia proporcionar menos dor e recuperação mais ágil, a técnica aberta foi escolhida em razão da complexidade do caso, que exigia maior campo de visão e manipulação, especialmente em pacientes com cirurgias prévias ou inflamações.

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