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Política

Meia-irmã de Ricardo Nunes é liberada em audiência de custódia

Janaína Reis Miron tinha dois mandados de prisão em abertos por desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante

A advogada Janaína Reis Miron, irmã de Ricardo Nunes | Foto: Reprodução/Redes sociais
A advogada Janaína Reis Miron, irmã de Ricardo Nunes | Foto: Reprodução/Redes sociais

A advogada Janaína Reis Miron, 49, meia-irmã do prefeito Ricardo Nunes (MDB), foi solta nesta sexta-feira, 16, depois de audiência de custódia em São Paulo. Ela havia sido presa na tarde da quinta-feira 15, depois de ser identificada por câmeras do Smart Sampa.

Janaína foi flagrada em uma unidade básica de saúde no bairro de Veleiros, na zona sul da capital. Contra ela havia dois mandados de prisão por descumprimento de penas em regime aberto relacionadas a condenações por desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante.

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Segundo o Tribunal de Justiça, a prisão ocorreu porque Janaína não compareceu à execução das penas. Ela foi levada ao 11º DP de Santo Amaro. O presidente da OAB Santo Amaro, Alexandre Fanti, acompanhou o caso e afirmou que a advogada faz tratamento contra dependência química e havia ido à UBS retirar medicamentos.

De acordo com a defesa, Janaína tem um transplante de fígado marcado para a próxima semana, em razão de cirrose hepática.

Nota da Prefeitura de São Paulo

Smart Sampa prefeitura São Paulo sistema vigilância governo federal
Central de monitoramento exibe telas com imagens de tráfego e segurança | Foto: Reprodução/Site Prefeitura SP

A Prefeitura de São Paulo afirmou que a prisão foi cumprida com base em mandados judiciais e seguiu os critérios do Smart Sampa. Segundo apuração do jornal Folha de S. Paulo, Ricardo Nunes não mantém contato com a irmã há cerca de 15 anos.

Dados da gestão municipal indicam que o sistema já levou à prisão de 2.630 foragidos e à detenção em flagrante de 3.650 pessoas.

Histórico de condenações da meia-irmã de Ricardo Nunes

Uma das condenações decorre de agressões contra o filho, registradas em 2014. Em 2024, Janaína foi sentenciada a oito meses de detenção, com pena convertida em serviços à comunidade.

O outro processo refere-se a um flagrante por embriaguez ao volante em 2022, em Botucatu (SP), com relatos de condução em zigue-zague, sinais de embriaguez e desacato a policiais. A pena foi convertida em multa e prestação de serviços comunitários.

No Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões constavam dois mandados em aberto por descumprimento das condições impostas pela Justiça.

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