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Política

Mendonça exclui Senado de operação contra Jaques Wagner

Ministro do STF seguiu entendimento de que provas já reunidas dispensavam diligências em gabinetes parlamentares

Ministro André Mendonça, em sessão plenária do STF — 5/6/2025 | Foto: Gustavo Moreno/STF
Ministro André Mendonça, em sessão plenária do STF — 5/6/2025 | Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou nesta sexta-feira, 19, medidas de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito das investigações sobre o caso Banco Master. Apesar da autorização, as diligências não incluíram dependências do Senado Federal.

Segundo relatos de interlocutores envolvidos na apuração, a decisão seguiu a mesma linha adotada anteriormente na operação que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A avaliação dos investigadores foi que já havia elementos suficientes para o avanço das investigações sem a necessidade de buscas em gabinetes parlamentares.

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De acordo com integrantes da investigação, documentos, registros financeiros, mensagens e outros materiais de interesse já haviam sido obtidos por meio de quebras de sigilo, cooperação com órgãos públicos e apreensões realizadas em endereços externos.

Jaques Wagner e possível envolvimento no escândalo do Master

Líder do governo, o senador Jaques Wagner (PT-BA) | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Segundo o jornal O Globo, nos bastidores, auxiliares do STF afirmam que a medida também buscou evitar atritos institucionais entre Judiciário e Legislativo. A avaliação era que uma operação nas dependências do Senado poderia gerar desgaste político sem acrescentar informações relevantes às apurações.

Embora buscas em gabinetes parlamentares sejam permitidas mediante autorização judicial, ministros da Corte costumam exigir a demonstração de que a medida é indispensável e de que não existem meios menos gravosos para obtenção das provas.

A Polícia Federal aponta Jaques Wagner como o “beneficiário central” de vantagens econômicas supostamente concedidas por integrantes do Banco Master. Entre os benefícios citados estão o pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões, em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao grupo e ingressos para um camarote em um show internacional em Los Angeles, que teriam custado R$ 63,3 mil.

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Segundo a investigação, a ligação do senador com o caso ocorre por meio do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. A PF afirma ter identificado mensagens nas quais Wagner envia a Lima informações sobre um imóvel que pretendia adquirir na capital baiana.

“A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 milhões”, escreveu o senador em mensagem de novembro de 2024, segundo a corporação. A defesa de Jaques Wagner nega irregularidades.

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