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Política

Mercosul se reúne em Foz do Iguaçu sob impasse com a União Europeia

Pressão de agricultores europeus adia assinatura de acordo e frustra expectativa dos países sul-americanos

Lula discursa durante reunião com países parceiros na Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu - 20/12/2025 | Foto: Kiko Sierich/Reuters
Lula discursa durante reunião com países parceiros na Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu - 20/12/2025 | Foto: Kiko Sierich/Reuters

A Cúpula do Mercosul ocorre neste sábado, 20, com a presença dos principais chefes de Estado do bloco, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O destaque do evento é negativo: até o momento, não houve a assinatura do tão aguardado acordo comercial com a União Europeia (UE).

Participam da reunião os presidentes Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai) e Santiago Peña (Paraguai). A única ausência é a do boliviano Rodrigo Paz, recém-empossado e ainda em fase de organização do novo governo. O Panamá, por sua vez, participa por meio do presidente José Raúl Mulino, já na condição de Estado associado.

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A expectativa inicial era de que a cúpula fosse o palco para a formalização do tratado com a UE. O encontro chegou a ser adiado do começo de dezembro para o dia 20, justamente para permitir a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a assinatura do acordo. O plano, contudo, foi interrompido por resistências internas no bloco europeu.

Por que há o impasse entre Mercosul e União Europeia

França e Itália solicitaram o adiamento da deliberação no Conselho Europeu, de modo que impediu o aval político necessário para a conclusão do tratado. O principal foco de oposição vem do setor agrícola europeu, que teme prejuízos com a ampliação do acesso de produtos sul-americanos ao mercado do continente. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou trabalhar para convencer o agro italiano e sinalizou a possibilidade de retomar o tema em janeiro — prazo aceito pelos países do Mercosul.

Diante do impasse, os discursos dos presidentes devem calibrar o tom entre a cobrança pela demora europeia e a preservação do diálogo. Sem novos acordos comerciais a serem assinados, a presidência brasileira aposta em demonstrar avanços em negociações paralelas com países como Emirados Árabes Unidos, Canadá e Índia.

+ Macron reafirma oposição da França ao tratado com o Mercosul

Os trabalhos começaram na sexta-feira 19, com a chegada dos chanceleres dos países membros e associados. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conduziu reuniões preparatórias ao encontro de líderes.

Na agenda paralela, Lula inaugurou uma nova ponte entre Brasil e Paraguai sobre o Rio Paraná. Com 760 metros de extensão, a obra recebeu investimento de quase R$ 2 bilhões e teve financiamento da Itaipu Binacional, em parceria com o DNIT e o governo paranaense. A liberação do tráfego será feita de forma gradual, segundo as autoridades.

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1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Kkk o nove dedos se ferrou de novo inaugurou a ponte do Bolsonaro e não tinha nada pra mostrar do acordo com a comunidade europeia

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