publicidade
Política

Ministério da Saúde ignora dengue e mantém página dedicada à covid-19 em site oficial

Pasta de Nísia Trindade não tem página específica para informações sobre a arbovirose, que já matou quase 6 mil desde o início do ano

antivacina
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante cerimônia que sancionou o projeto de lei que institui Política Nacional de Saúde Bucal - 08/05/2023 | Foto: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

O site do Ministério da Saúde não tem uma seção específica sobre dengue, que já causou quase 6 mil mortes neste ano. Porém, mantém uma aba dedicada à covid-19 — mesmo depois do fim da pandemia, declarado em 5 de maio de 2023 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia também: “Em 2024, dengue matou mais que a covid-19”

Receba nossas atualizações

No site, a ausência de uma página específica sobre dengue pode ser notada na aba “Assuntos”. Diferente da covid-19, os dados sobre dengue estão agrupados na seção “Saúde de A a Z”, junto com outras arboviroses.

Aba 'Assuntos' do site do Ministério da Saúde | Foto: Reprodução
Aba ‘Assuntos’ do site do Ministério da Saúde | Foto: Reprodução
Informações sobre dengue são compiladas na aba do 'Saúde de A a Z' | Foto: Reprodução
Informações sobre dengue são compiladas na aba do ‘Saúde de A a Z’ | Foto: Reprodução
Página inicial do Ministério da Saúde não tem destaque exclusivo para dengue; doença é agrupada junto de outras arboviroses | Foto: Reprodução
Página inicial do Ministério da Saúde não tem destaque exclusivo para dengue; doença é agrupada junto de outras arboviroses | Foto: Reprodução

Na página inicial, a seção “Acesso Rápido” redireciona para as informações de arboviroses em “Saúde de A a Z”, sem destaque exclusivo para dengue.

Brasil tem quase 6 mil mortes por dengue em 2024

A falta de uma aba de informações específicas para a dengue chama a atenção, visto que a doença já matou 5.954 pessoas desde o início do ano. Cerca de 6,6 milhões casos foram registrados, e 1.103 mortes estão sendo investigadas.

O coeficiente de incidência nacional é de 3.261 casos para cada 100 mil habitantes.

São Paulo lidera em números absolutos, com 2,1 milhões de casos prováveis, seguido por Minas Gerais (1,6 milhão), Paraná (654 mil) e Santa Catarina (344 mil).

No entanto, o Distrito Federal apresenta o maior coeficiente de incidência, com 9.904 casos por 100 mil habitantes, à frente de Minas Gerais (8.244), Paraná (5.719) e São Paulo (4.880).

Os dados são do Ministério da Saúde, que atualizou o Painel de Monitoramento de Arboviroses no sábado 14. Desde então, não houve novas atualizações.

Ministério diz que vai intensificar ações de combate à doença

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue | Foto: Thammanoon Khamchalee/Shutterstock
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue | Foto: Thammanoon Khamchalee/Shutterstock

Diante do aumento expressivo de casos, o Ministério da Saúde disse que vai intensificar as ações de vigilância e controle em áreas críticas.

O objetivo das medidas, segundo o ministério, é atualizar dados epidemiológicos, reforçar estratégias de prevenção e controle e alinhar esforços com os Estados e municípios para conter o avanço das arboviroses.

“Em Mato Grosso, os casos de chikungunya estão em alta, enquanto no Espírito Santo a arbovirose emergente febre do Oropouche teve aumento”, diz o ministério.

Além de mapear os dados epidemiológicos, as equipes técnicas dizem que vão atualizar informações sobre coberturas vacinais, revisar estoques de vacinas e insumos laboratoriais, aperfeiçoar métodos de análise de risco e identificar áreas prioritárias para ações preventivas.

Ministério da Saúde responde Oeste

Depois da publicação desta reportagem, o Ministério da Saúde enviou uma nota a Oeste informando que os dados sobre a dengue estão disponíveis em suas plataformas. Leia o pronunciamento na íntegra:

A informação é uma das principais estratégias utilizadas pelo Ministério da Saúde para levar informação sobre a dengue à população. O assunto é detalhadamente tratado na página oficial no site do Ministério, acessível pelo Saúde de A a Z, com acesso pela capa do site. No site, também está disponível a página de Arboviroses, onde a dengue é a primeira doença abordada. Além disso, há uma página dedicada exclusivamente à campanha atual, cujo acesso está destacado na capa do site do Ministério.

A pasta também investe em conteúdos nas redes sociais e em ações junto à população, como o Dia D, realizado no último sábado em todo o país.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste


Texto atualizado em 20/12/2024, às 16h14.

7 comentários
  1. Paulo Roberto Rensi
    Paulo Roberto Rensi

    Ah! Existe uma técnica de controle que é inoculando a bactéria WOLBACHIA nos machos do mosquito Aedes, soltando-os em seguida. Vários países usam essa técnica, inclusive o Brasil, mas o “trabalho” está sob o domínio da FIOCRUZ, onde a atual ministra era a responsável mor. Em Niterói o método foi implantado em 2015. Em 2023 a cidade foi declarada ZERO DENGUE. Ou seja todos os mosquitos eram portadores da WOLBACHIA. Com um detalhe, após estar infectado com a bactéria, o mosquito fica incapaz de transmitir o vírus da DENGUE, ZIKA e chikungunya, que é transmitida ad aeternum as suas proles. Dá-se o nome de WOLBITOS aos insetos portadores da WOLBACHIA que serão liberados.

  2. Paulo Roberto Rensi
    Paulo Roberto Rensi

    Existe um inseticida biológico, desenvolvido pela EMBRAPA, especifico para o controle da larva do Aedes aegypti. Ele tem registro tanto no MAPA como ANVISA. Ou seja, pode ser aplicado tanto na área rural como urbana. Ele é inofensivo para seres humanos, animais e outra espécies de insetos. Só MATA a larva do Aedes. Ou seja, pode ser aplicado por drones nas áreas mais propicias de procriação nas cidades e, o seu efeito residual é de 18 dias. Ou seja, aplicou, depois de 15 dias ocorreu uma chuva e criou depósitos de água limpa para a larva se desenvolver. Os cristais do inseticida que estiverem no local de água empoçada, se dissolvem e vão agir, matando as larvas, somente as larvas do mosquito Aedes. Já existem municípios no Rio Grande do Sul que já fizeram testes, com resultados satisfatórios. Mas, os governos estaduais e federal são muitos “pesados”. Vão esperar “acontecer” para “dar a resposta à população”!

  3. Paulo Roberto Rensi
    Paulo Roberto Rensi

    O governo federal ver “muito barulho” com a vacina da DENGUE. Comprou de um laboratório japonês 6 MILHÕES de doses. Só que para a pessoa ficar imune, deve receber 2 DOSES, num espaço de 90 dias. O custo é de “apenas” R$ 500,00/ dose. Ou seja, cada pessoa custa R$ 1.000,00 para ficar imune. Logo, o governo gastou R$ 3 BILHÕES para proteger 3 MILHÔES de brasileiros, o RESTO (mais de 200 milhões) QUE SE LASQUEM! Enfim, são tantos “senões” que vão-se rios de tinta para, escrever tantas barbaridades.

  4. Paulo Roberto Rensi
    Paulo Roberto Rensi

    “Senhores”, peço que vocês façam uma investigação mais minuciosa com relação a biologia do Aedes aegypti. Sim, porque cada fêmea põe 1.000 ovos e esses esperam condições favoráveis para eclodir em até um ano. Ocorre que a fêmea portadora do vírus, transmiti para seus ovos a infecção. Em outras palavras, os mosquitos que vão atingir a maturidade nesse próximo período favorável, em sua maioria já serão transmissores da DENGUE!. Penso, a Revista Oeste tem pessoas com competência para “achar o caminho das pedras”, no intuito de evitar um mal maior. Na minha humilde percepção, os casos de DENGUE, vão crescer em escala logarítmica. Com um detalhe, com alta possibilidade do aumento de DENGUE HEMORRÁGICA, cuja severidade pode ser letal a um maior percentual de pacientes. Infelizmente o espaço é restrito para citar todos os detalhes que a omissão do poder público tem causado à população.

  5. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    O ministério da saúde consegue ser o pior de todos os ministérios péssimos do lula. Acho que puseram cianoacrilato na cadeira da dona Nísia.

  6. Leo Saraiva
    Leo Saraiva

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk estão caçando um tudo heim kkkkkkkkk só falta cobrar vacina agora

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.