O ex-ministro da Justiça Anderson Torres negou que tenha carregado a suposta minuta do golpe. Durante depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), ele explicou que o documento apareceu entre dezenas de ofícios e sugestões que chegavam diariamente ao Ministério da Justiça.
Segundo Torres, o texto não passou de um papel irrelevante, incluído entre materiais diversos. Por isso, ele o tratou com desdém.
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“Na verdade, ministro, eu brinquei, não é a minuta do golpe, é a minuta do Google, porque tá no Google até hoje”, disse o ex-ministro.
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Ao continuar, Torres esclareceu que levava todos os dias duas pastas para casa: uma com a agenda e discursos, outra com documentos variados. Ele afirmou que, entre esses papéis, estava o texto que a Polícia Federal apreendeu.
A minuta entre “papéis”
“Esse documento foi entregue ao meu gabinete, no Ministério da Justiça, eu levava diariamente duas pastas para minha residência”, afirmou Anderson. “Uma delas com agenda do dia seguinte, eventuais minutas de discurso e outra com documentos gerais que vinham do Ministério.”
Ainda durante a oitiva, o ex-ministro afirmou que nem sequer se lembrava da existência do documento.
“Eu realmente nem me lembrava dessa minuta. Fui ver isso quando foi apreendido pela Polícia Federal, foi uma surpresa.”
No fim do depoimento, Torres justificou sua viagem aos Estados Unidos, realizada em janeiro de 2023. De acordo com ele, o compromisso familiar já estava marcado desde julho do ano anterior.
Omissão no governo Lula
Além disso, Torres criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ex-ministro, Lula ignorou deliberadamente os acampamentos montados por manifestantes e se recusou a desmobilizá-los, mesmo depois de assumir o cargo.
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