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Política

Moraes exige explicações da PM por visita fora do horário a Anderson Torres

Relatório revela que familiares do ex-ministro permaneceram na Papudinha até as 19h

anderson torres
O ex-secretário de Justiça Anderson Torres, durante oitiva na CPMI do 8 de Janeiro - 8/8/2023 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) explique irregularidades em visitas ao ex-ministro Anderson Torres. Em decisão tornada pública nesta segunda-feira, 23, o magistrado questiona por que o pai e a irmã do ex-secretário de Segurança tiveram acesso à unidade fora do horário permitido. O batalhão, conhecido como Papudinha, deve apresentar uma justificativa formal em até 48 horas.

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De acordo com o relatório da própria Polícia Militar encaminhado ao STF, João Torres Filho e Patrícia Torres visitaram o ex-ministro no dia 11 de fevereiro, entre 17h e 19h. No entanto, o regulamento da unidade e as determinações de Moraes fixam o limite para visitas às 16h. O ministro busca entender se houve concessão de privilégios indevidos ao aliado de Jair Bolsonaro.

Prazos e possíveis sanções

A determinação de Moraes foca o comando do batalhão da Papudinha, que autorizou a entrada de João e Patrícia Torres no período noturno. Caso as explicações não convençam o ministro, os oficiais responsáveis podem enfrentar processos administrativos ou sanções por descumprimento de ordem judicial.

A defesa de Anderson Torres ainda não se manifestou sobre o episódio das visitas. O rigor de Moraes sobre o cotidiano dos presos na Papudinha sinaliza que o STF não tolerará flexibilizações nas regras de custódia das autoridades envolvidas nos processos.

Como é a prisão de Anderson Torres

Anderson Torres está preso no 19º BPM desde 25 de novembro. Ele foi condenado a 24 anos de prisão pela Primeira Turma do STF. O Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM) atende exclusivamente policiais e autoridades com prerrogativa de Estado-Maior, oferecendo condições distintas das do sistema prisional comum. Torres divide a cela com Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O complexo militar também abriga, em outra cela, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O capitão reformado cumpre pena de 27 anos de prisão em decorrência de sua condenação por participação em uma suposta trama golpista. A proximidade dos detentos e a gestão das visitas pela PMDF estão sob monitoramento rigoroso do STF, para evitar comunicações não autorizadas ou quebras de protocolos de segurança.

Leia também: “OAB pede ao STF fim do inquérito das fake news: ‘Natureza perpétua’

2 comentários
  1. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    Nunca vamos esquecer Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre! Amanhã vai ser outro dia!

  2. Sérgio Luiz Corso
    Sérgio Luiz Corso

    O ministro não tem coisas msis importantes para se preocupar? Nem o Fernandinho Beira Mar tem os horários tão vigiados.

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