publicidade
Política

Moraes recua em seu próprio entendimento sobre uso de relatórios do Coaf

Ministro altera decisão de 2025 e impõe barreiras ao uso de dados financeiros sem autorização judicial

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante sessão plenária - 11/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringiu o uso de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nesta sexta-feira, 27. A decisão chama atenção por alterar o posicionamento anterior dele próprio e divergir de entendimento fixado pela Corte em 2019.

Há sete meses, Moraes emitiu liminar favorável ao compartilhamento desses dados. Na ocasião, ele defendeu o “compartilhamento de RIFs sem autorização judicial, desde que em procedimento formalmente instaurados e com garantia de sigilo”.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Na época, o ministro argumentou que anular tais provas traria “graves consequências à persecução penal”. Entre elas, estariam a “anulação de provas, o trancamento de inquéritos, a revogação de prisões, a liberação de bens apreendidos e a invalidação de operações policiais essenciais ao combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal”.

Agora, no entanto, Moraes afirma buscar a eficácia do entendimento da Corte.

Decisão de Moraes impacta investigação sobre o Master

O Coaf elabora os RIFs ao detectar movimentações atípicas e os encaminha a órgãos de investigação. Atualmente, as autoridades estão utilizando RIFs em apurações sobre o Banco Master.

Os documentos da Coaf registram repasse de R$ 1,5 milhão de Fabiano Zettel ao irmão de um ex-diretor do Banco Central e movimentações de R$ 100 milhões. Os relatórios citam ainda contratos do escritório do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e repasses de R$ 4 milhões ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto.

Além disso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebeu 80 relatórios do Coaf sobre o tema. Isso ocorreu antes da CPMI encerrar os trabalhos neste sábado, 28. O fim do colegiado ocorreu depois que o STF derrubou a prorrogação por 8 votos a 2, com voto favorável de Moraes ao encerramento.

+ Leia também “A insolência do chefe da turma” na Edição 325 da Revista Oeste

5 comentários
  1. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    sim para blindar as movimentações do crime organizado, Mastar, PCC e CV entre outros

  2. ELIAS
    ELIAS

    Siga o dinheiro! Também se poderia dizer, siga o cheiro do esgoto!
    Quando essas premissas levam ao poderosos, togados ou não, mudam-se as interpretações e trata-se de blindar os facínoras.

  3. Mariza
    Mariza

    Com toda a m… pronta para sair pelo ventilador, claro, quando mais armaduras, melhor… um dia a casa cai, nem que seja com ajuda do atual xerife planetário…

  4. Carlos Soares
    Carlos Soares

    E os imperadores continuam usufruindo da total paz, fazendo o que bem entendem, refestelados no lindo jardim de melancias que eles mesmos ajudaram a cultivar, com todo o carinho e dedicação. Agora usufruem com total tranquilidade.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade