A ausência de diálogo direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi apontada pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como um dos principais entraves nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
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O ex-vice-presidente da República destacou que ambos os países enfrentam, atualmente, um enfraquecimento do vínculo diplomático. Segundo Mourão, isso foi agravado pela falta de embaixadores em Brasília e Washington há mais de um ano.
O senador ainda disse que a embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti, ainda não foi recebida oficialmente pelo Departamento de Estado, enquanto o cargo norte-americano em Brasília também permanece vago.
Para Mourão, o distanciamento dificulta avanços em assuntos como as tarifas de 50% impostas por Washington a vários produtos brasileiros desde julho. “A relação com os EUA não existe hoje”, disse ao Poder360. “Isso significa o quê? Que a relação entre os dois países está em um nível abaixo.”
Apelo por diálogo direto entre Lula e Trump
Mourão afirmou que o governo federal deve estabelecer contato direto com a Casa Branca. Avaliou, ainda, que Lula teria facilidade em negociar com Trump. “Vamos lembrar, o presidente Lula se dá na base de ser um cara que encanta todo mundo que conversa com ele”, disse. “Então, vai encantar essa ‘serpente’ chamada Trump.”
O contexto das declarações ocorre em meio à tensão comercial, depois de Trump anunciar tarifas de 50% para produtos brasileiros. Uma lista de exceções da Casa Branca excluiu 694 itens, que respondem por 43% das exportações brasileiras. Contudo, mais da metade das vendas ao mercado norte-americano segue impactada.

Lula, por sua vez, alternou críticas ao republicano com sinais de interesse em negociar. Recentemente, afirmou que Trump “se acha dono do mundo” e que não pretende “mendigar” por conversas.
Leia mais: “Pigmeu diplomático”, artigo publicado na Edição 285 da Revista Oeste
Apesar disso, na terça-feira 2, declarou estar aberto a retomar o perfil conciliador se houver disposição ao diálogo. “Se Trump tiver disposto a negociar, o ‘Lulinha paz e amor’ está de volta”, disse. “Nasci na minha vida política negociando, ganhei negociando.”
Alckmin e a crise tarifária
O senador também comentou o papel do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), que tenta articular diante do enfrentamento da crise tarifária.

Apesar disso, Mourão ressaltou que apenas uma conversa entre Lula e Trump pode resolver o impasse. “Alckmin pode conversar”, disse. “Mas o decisor final se chama Donald Trump. Quem tem que conversar com o decisor final é Luiz Inácio.”








































General melancia, igual aqueles que traíram os patriotas e apoiaram o STF.
General melancia, igual a todos que apoiaram a trama do golpe!
Esse general se iguala ao G. Dias. É um Comendador Acácio. Verdadeira decepção, colabora para aumentar o descrédito das FFAA, que já é elevadíssimo. SHAME!
… 😠 finalmente o Sen. Hamilton Mourão se declara comunista ao tentar valorizar o inquilino do Palácio do Planalto. Assim sendo, em 2026 será mais uma carta fora do baralho.
#forahamiltonmourão!
Não há como comparar o “tirado da cadeia’ com Trump. A cabeça do primeiro está mergulhada num tempo jurássico que ainda fica atrás do Muro de Berlim, que levou a Alemanha comunista à falência. Havia dois mundos muito distintos. Do lado de dentro estavam os que não podiam sair. Presos à velha ordem patrimonialista-estamental da União Soviética, que agonizava. Todos como funcionários públicos nivelados por baixo sem perspectiva de crescimento. Todos controlados em suas correspondências, em suas leituras e submissos a um noticiário de versão única. Do lado de fora, A Alemanha ‘Capitalista’, havia um povo livre com potencial para inciativas econômicas, com direito a opinar, criticar, sem o temor da polícia do Estado bater à porta. São dois mundos distintos, hoje, Lula com Moraes casados com em uma aliança de defesa mútua, que em feições mais nítidas e ostensivas, mostra o espírito despótico para controlar as redes sociais e calar a oposição. Instaurou-se no país um novo regime político com a PF como polícia do Estado para arrombar a porta dos infiéis. Vivemos a insólita monocracia de uma toga – em que um único ministro do Supremo, ou do TSE (sem mandato popular) passa a ter mais poder que todas as demais autoridades da República democraticamente eleitas. Não, de maneira alguma ambos os mundos não se fecham, porque não podem ser equiparados. Atraso e progresso são dois antônimos. Absolutismo e democracia são opostos tal como censura e a livre expressão. O Brasil do Lula e o Brasil de Bolsonaro são radicalmente diferentes em princípios. Toda a ditadura aspira o poder absoluto e para isso precisa prender e aniquilar seus principais opositores. Basta olharmos para o que se passa em Brasília nessa semana. Basta olharmos o que estão fazendo com Bolsonaro. A “democracia da máscara”, porém, ignora as consequência do aviso de Trump: “Deixem o Bolsonaro em paz!”.
Excelente postagem!
Literalmente “manchou a luva branca” que um dia lhe foi entregue; simples assim.
Porque não se cala? 🍉