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Política

MST lança campanha para cobrar Lula por reforma agrária

Movimento critica lentidão do governo, pede demissão de ministro e quer tratar diretamente com o presidente

O objetivo do MST é financiar assentamentos em vários lugares do país | Foto: Reprodução/Flickr
MST diz que o país tem mais de 122 mil famílias acampadas | Foto: Reprodução/Flickr

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou, nesta segunda-feira, 21, uma campanha com o slogan “Lula, cadê a reforma agrária?”, direcionada ao presidente da República. A iniciativa vem acompanhada de uma carta em que o movimento faz críticas ao governo e defende a soberania nacional e alimentar do país.

“Depois de mais de três anos de Governo Lula, a Reforma Agrária continua paralisada e as famílias acampadas e assentadas se perguntam: Lula, cadê a Reforma Agrária?“, diz um trecho da carta. “(…) A morosidade do governo, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), só aumenta o desânimo e potencializa ainda mais os conflitos sociais.”

O movimento alega que “a reforma agrária é um instrumento de defesa das terras do país, em contraposição ao agronegócio entreguista, golpista, saqueador e antipatriótico”. Para os sem-terra, “soberania nacional só é possível com soberania alimentar”.

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O texto também menciona o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e estabelece relação com a política interna brasileira. “A ameaça à nossa soberania popular e nacional também tem vindo de dentro do próprio país, com a subordinação da nossa agricultura às empresas transnacionais e com as ações do Poder Legislativo, representante dos interesses do agronegócio e da mineração”, afirma a carta.

MST faz críticas ao governo Lula

Desde o início do governo Lula, o MST, que apoiou sua eleição em 2022, reclama da paralisação da reforma agrária. Outra cobrança é a falta de recursos para políticas como o apoio à agricultura familiar e a compra de alimentos. A entidade responsabiliza o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e já pediu sua demissão em diversas ocasiões.

Saiba mais: “MST denuncia maquiagem nos dados da reforma agrária; governo Lula nega”

Segundo o MST, o país tem hoje mais de 122 mil famílias acampadas. Além disso, cerca de 400 mil são assentadas que aguardam políticas públicas para produção de alimentos e desenvolvimento dos lotes.

O movimento também repudia o projeto de lei que flexibiliza regras do licenciamento ambiental, já aprovado pelo Congresso e que aguarda sanção ou veto de Lula. A entidade é contra outro projeto em tramitação na Câmara dos Deputados que autoriza ação policial sem ordem judicial em ocupações no campo e nas cidades.

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3 comentários
  1. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Essa falsa reforma agrária nos moldes preconizados pelo MST , sem a titulação das terras , só causará uma grande crise alimentícia no Brasil !

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Parece que o grande desejo dessa turma é levar a agricultura brasileira aos tempos da Rússia em 1917 para, então, fazer uma revolução bolchevique. Isto foi há mais de 100 anos. Com esse tipo de gente o Brasil vai ter que correr muito se não quiser ficar atrás do último colocado, o que é uma situação ilógica, como diria o Spock.

    1. Bruno Santos Rodrigues dos Reis
      Bruno Santos Rodrigues dos Reis

      reforma agraria é a maior bobagem já inventada

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